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“Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não
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fazem parte do cânon da Escritura”.

3.1 - POR NÃO SEREM INSPIRADOS NÃO TEM AUTORIDADE SOBRE A


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IGREJA .
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Aqui nós aprendemos que somente os livros canônicos podem ter autoridade de Prof. Rev. João Ricardo Ferreira de França.
governo e doutrina sobre a vida da Igreja, toda doutrina fundamentada em um livro
não autorizado canonicamente é uma heresia. Eles não devem ser usados como livros
Tema da Aula: III - O CÂNON DAS SAGRADAS ESCRITURAS. (Parte 2)
autoritativos na vida do povo pactual de Deus.
SEÇÃO III – Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração
3.2 – DEVEM SER EMPREGADOS COMO MEROS LIVROS HUMANOS.
divina, não fazem parte do cânon da Escritura; não são, portanto, de autoridade
O segundo aspecto que devemos levar em consideração é o fato de que tais livros na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão
podem ser úteis pelo conhecimento que transmitem. A Confissão de Fé de West- como escritos humanos.
minster diz que tais livros “não são, portanto, de autoridade na Igreja de Deus,
Ref. Luc. 24:27,44; Rom. 3:2; II Pedro 1:21.
nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como escritos
humanos. ”.
2. CRITÉRIOS PARA A CANONICIDADE.
Nós devemos ler estes livros apócrifos, estudá-los buscar compreendê-los, mas
A questão de se ter um cânon é: como saber se os livros do Novo Testamento que
meramente como livros humanos. Paulo Anglada nos traz uma palavra positiva sobre
temos são os verdadeiros? Eis ai a nossa questão.
este tema:
Quando no inicio do primeiro século começou a surgir uma variedade de livros
Alguns dos apócrifos são realmente úteis como fontes de informação a respei-
arrogando-se serem os livros verdadeiros do cristianismo. A igreja se viu na obriga-
to de uma época importante da história do povo de Deus: o período inter-
ção de dizer quais livros eram divinos ou não; e por isso, se estabeleceu critérios per-
testamentário. Os protestantes reconhecem o valor histórico dele. Seguindo a
tinentes para se avaliar tais livros.
prática dos primeiros cristãos, as edições modernas protestantes da Septuagin-
ta normalmente incluem os apócrifos , e até algumas bíblias protestantes anti- 2.1 – APOSTOLICIDADE.
gas os incluíam, no final, apenas como livros históricos. Este é o primeiro critério estabelecido. Um livro para ser reconhecido como regra
na vida da Igreja deveria ter sido escrito por um apóstolo ou por alguma pessoa liga-
Conclusão: O cânon das Escrituras nos foi dado para ser a nossa única regra de obe- da ao mesmo. Por exemplo, João Marcos (autor do evangelho de Marcos) não fora
diência e prática; isto implica no fato de que as Escrituras conforme temos não é apóstolo, mas a tradição informa que Marcos fora “o intérprete de Pedro” ; esse crité-
fruto da tradição dos homens, mas da vontade de Deus que deseja orientar-nos por rio era pertinente para evitar grotescos abusos que estavam sendo feito pelos inimi-
meio de suas palavras registradas de forma clara e compreensível aos homens. gos da verdade

Uma publicação da Igreja Presbiteriana de Todos os Santos 2.2 – LEITURA ECLESIÁSTICA.


Supervisão final: Rev. João Ricardo Ferreira de França
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O segundo critério aponta para o fato de que os livros canônicos seriam reconhe- 2.4.1 - CONCEPÇÃO DE INSPIRAÇÃO DINÂMICA:
cidos também, por meio da leitura litúrgica de tais livros. Se a igreja sempre usou
aquele referido o mesmo este deveria ser coloca na lista canônica. Este critério pode Algumas pessoas acham que a doutrina da Inspiração consiste em um ditado.
ser encontrado na própria escritura em Colossenses 4.16 e em 1 Timóteo 4.13.Um Onde Deus dinamicamente falou ao escritor sagrado palavra por palavra, ponto por
exemplo deste fato pode ser visto na apologia de Justino ao descrever o que ocorria ponto de toda a Bíblia. Essa concepção ignora a existência de estilos variados nas
.
em culto eucarístico: Escrituras que negam a possibilidade de um ditado. E a Escritura é clara quanto a
existência de estilos literários de cada escritor da mesmo, e, nós vemos isso na em 2
E no dia chamado Domingo, todos quantos moram nas cidades ou no interior reú- Pedro 3.13-16. Pedro reconhece que Paulo tem um estilo próprio ao escrever suas
nem-se juntos num só lugar, são lidas as memórias dos apóstolos ou os escritos cartas.
dos profetas, por tanto tempo quanto possível; depois, tendo terminado o leitor, o
presidente instrui verbalmente, e exorta à imitação dessas coisas virtuosas. Em 2.4.2 - CONCEPÇÃO DE UMA ILUMINAÇÃO:
seguida, todos nos colocamos de pé e oramos e, conforme dissemos antes, ao ter-
Outra ideia equivocada que geralmente ouvimos é que inspiração é a mesma
minarem as nossas orações são trazidos pão, vinho e água, e o presidente, de mo-
coisa que iluminação. Sendo apresentado a ideia de que os autores humanos das
do semelhante, oferece orações e ações de graças, segundo a sua capacidade, e o
Escrituras fossem apenas homens iluminados e nada mais do que isto.
povo concorda dizendo amém
2.4.3 – A CONCEPÇÃO DA INSPIRAÇÃO PLENÁRIA:
2.3 – A HARMONIA DOUTRINÁRIA
Devemos acreditar que a inspiração das Escrituras está em toda a Bíblia, não
Um livro para se canônico deveria ensinar fundamentado no que já havia sido
são algumas partes que são inspiradas e outra não. O conceito de Inspiração Plená-
estabelecido; ou seja, se um livro ensinasse algo contrário aquilo que os apóstolo e a
ria. Desde o Gênesis até o apocalipse, tudo o que foi registrado, foi por vontade de
sabedoria da Igreja sempre ensinou deveria se rejeitado como sendo um livro não-
Deus (2 Timóteo 3.16; 2 Pedro 1.20-21).
canônico. Estes são os três fundamentais critérios para a questão do Cânon do Novo
Testamento, e sem eles nada podemos ensinar pregar, ou mesmo defender o evange- 2.4.4 – A CONCEPÇÃO DA INSPIRAÇÃO VERBAL:
lho.
Esta concepção deve ser aceita como verdadeira, pois, entendemos que Deus
2.4 – A INSPIRAÇÃO falou sua palavra por meio dos autógrafos originais a sua mensagem. (2 Samuel
23.2; Jeremias 1.9; Mateus 5.18; 1 Coríntios 2.13).
O que significa Inspiração? O termo é impróprio para aquilo que visa designar.
Isto porque o termo não seria inspiração (soprar para dentro), mas expiração (soprar 3. A DOUTRINA DA CANONICIDADE E OS APÓCRIFOS
para fora); pois, foi isso que Deus fez conosco.
A doutrina do Cânon inevitavelmente nos levará para a questão dos livros cha-
Entendemos por inspiração “como sendo a [aquela] influência sobrenatural do mados de “Apocrifos”. O que é um livro apócrifo? Na concepção popular é um
Espírito de Deus sobre os homens separados por ele mesmo, a fim de registrarem de livro duvidoso. O termo vem do grego e significa “sem assinatura”, ou seja, não
forma inerrante e suficiente toda vontade de Deus, constituindo esse registro na única possui assinatura de Deus. Também o termo pode ser entendido como “oculto”.
fonte e norma de todo o conhecimento cristão” De acordo com o Novo Testamento a Indicando a não identificação de sua autoria. Por que eles são classificados nesta
doutrina da inspiração diz respeito a Deus soprar a sua revelação nas páginas das categoria de livros sem assinatura? A resposta pode ser apresentada em duas negati-
Escrituras (2 Timóteo 3.16). O leitror deve também saber que existem várias teorias a vas consistentes conforme aprendemos aqui nesta seção da Confissão de Fé
respeito da inspiração.