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21/09/2009 • Saúde • 987 visitas

Dor já é considerada o quinto sinal vital


Fonte: Hospital IGESP
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Atentos, especialistas desenvolvem programa especial para Corpo Clínico em São


Paulo.

A dor já é considerada, em diversos hospitais de todo o mundo, o quinto sinal vital, a


ser avaliado durante o período de internação hospitalar, ao lado da frequência
respiratória, frequência cardíaca, pressão arterial e temperatura. “Por isso, nos dias
atuais, a presença da dor não é tolerada como antigamente. É fundamental que toda
equipe esteja atenta a este sinal vital, para que possa adotar uma conduta de alívio
adequado, minimizando o sofrimento para o doente. É muito importante a
conscientização de que o tratamento adequado da dor é possível, sendo um direito do
paciente e um dever dos que prestam assistência, principalmente no ambiente
hospitalar”, alerta Dra. Daniela Santos Medeiros da Silva, Coordenadora do Grupo de
Dor do Hospital IGESP.

Hoje a dor tornou-se um problema de saúde pública mundial, apresentando incidências


de até 40% em algumas populações, nas diferentes faixas etárias.
É o principal sintoma de alerta que leva o paciente a procurar assistência médica e afeta,
pelo menos, 30 % dos indivíduos durante algum momento da sua vida e, em 10% a 40%
deles, tem duração superior a um dia.

Minimizar a dor em quadros clínicos agudos ou crônicos é um desafio para os


profissionais de saúde.

A novidade é que, a partir de agora, a equipe Grupo da Dor iniciou um programa de


divulgação junto ao corpo clínico, através de encontros direcionados que visam
demonstrar como o serviço pode ser desenvolvido de uma forma multidisciplinar no
pós-operatório e em pacientes com doenças graves, como câncer, quando a dor se
manifesta de uma forma mais intensa.

“Nesta etapa do trabalho o objetivo do Grupo é mostrar os protocolos de tratamento,


suas aplicações e dar a toda equipe - médicos e enfermeiros - alguns procedimentos de
referência que possam orientar a conduta mais adequada nos diferentes tipos e níveis de
dor. Hoje já temos resultados positivos nesta iniciativa no hospital. Mas a proposta é
ampliar este atendimento”, explica.

O caminho da dor

A dor é multifatorial e, portanto, engloba componentes sensoriais e afetivos. Quando


não aliviada adequadamente, compromete diferentes órgãos e sistemas, podendo
acarretar o agravamento do estado de saúde, principalmente nos períodos de maior
fragilidade como durante a hospitalização.

“Todos os tipos de dor podem e devem ser tratados, da maneira mais precoce possível,
favorecendo assim a evolução e o prognóstico do paciente, evitando complicações. É
também um importante critério de alta hospitalar”, observa Dra Daniela.

Aguda ou transitória, crônica - quando se estende por período maior - ou recorrente,


com períodos de curta duração, a dor é uma experiência individual, ressalta Dra
Daniela. “Por isso podemos lançar mão de diferentes tipos de tratamentos, com
diferentes respostas em cada paciente.

Atualmente existem também, além das terapias medicamentosas, uma grande variedade
de procedimentos minimamente invasivos para o tratamento e alívio da dor. A opção
terapêutica deve ser sempre multiprofissional, lembrando dos tratamentos auxiliares que
devem ser associados, como fisioterapia, psicologia, entre outros. O objetivo é o
restabelecimento do doente em suas funções orgânicas e psíquicas e, finalmente, a
diminuição do sofrimento.