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Trabalho efectuado no âmbito da cadeira de Antropologia Biológica do curso de

Biologia pelos alunos Cláudio Abreu, Jaime Sousa, Pedro Alvito e Robert Weinmann.

COMPARACÃO ENTRE CHIMPANZÉS, BONOBOS E O


HOMEM

Origem do Género Pan (1,2,3,4)

O género Pan é constituido por várias espécies de chimpanzés e pelos


bonobos, também designados de chimpanzés-pigmeu. Separaram-se
do tronco do nosso ancestral comum à cerca de 8 milhões de anos,
possuindo 98-99,4 % de afinidade genética para connosco.
Os chimpanzés diferiram dos bonobos pela necessidade destes se
adaptarem a um habitat mais seco, e consequentemente, mais
competitivo, desenvolvendo a sua faceta agressiva. Ao passo que, os
bonobos, provavelmente nunca deixaram a segurança das árvores, o
que lhes conferiu um comportamento pacífico, derivado da
abundância de alimentos.
As proporções do corpo do bonobo foram comparadas com as dos
Australopithecus, assemelhando-se aos primeiros hominídeos
aquando uma postura bípede no solo, embora os bonobos se movam
no solo normalmente por knucle-walking.

Chimpanzés

Fisionomia (1,3)

Possuem uma estatura relativamente baixa (1,55 metros), andam


curvados e sobem frequentemente a árvores em busca de alimento
ou abrigo. Têm pêlo preto e pele que vai de rosada a negra na sua
face, orelhas, palmas das mãos e solas dos pés. Os juvenis
apresentam pele bastante mais pálida nestas áreas. Biologicamente
são as criaturas mais parecidas com os humanos e há até quem
proponha incluir os chimpanzés no mesmo género que os seres
humanos denominando-os Homo troglodythes.
Os chimpanzés são quadrúpedes, deslocando-se em quatro patas
tanto em terra como nas árvores, usando a parte dorsal das mãos
para suportar o seu peso – a este meio de locomoção dá-se o nome
de knucle-walking. Esta forma de locomoção confere aos chimpanzés
braços maiores que as pernas.

Comportamento (2,3)

Os chimpanzés são omnívoros alimentando-se não só de folhas,


frutos, sementes e raízes como também de vários tipos de insectos e
ocasionalmente de mamíferos de médio porte que chegam mesmo a
caçar. Ainda assim, de entre todos os outros primatas, os
chimpanzés, com a excepção do homem, são aqueles que ingerem
mais carne.
COMPARAÇÃO ENTRE CHIMPANZÉS, BONOBOS E O HOMEM

Os chimpanzés são muito sociáveis e vivem em grupos com cerca de


25 a 60 indivíduos. Comunicam através de vários tipos de
chamamentos, gestos e posturas. O contacto físico é essencial para
os chimpanzés manterem uma boa relação entre eles. A limpeza é
mútua e é provavelmente o comportamento
social mais importante, servindo para manter ou
melhorar relações, acalmar os nervos ou
indivíduos tensos. A maioria das disputas dentro
da comunidade podem ser resolvidas não
através da agressão, mas recorrendo a
ameaças. Ainda assim, os machos vigiam
atentamente as suas fronteiras, atacando com
extrema brutalidade indivíduos de outras
comunidades que as ultrapassem. Na sociedade
dos chimpanzés reina o autoritarismo do macho
dominante. No entanto, muitas vezes um
chimpanzé jovem une-se a outros para matar
o macho dominante e ocupar o seu lugar. É Figura 1 – chimpanzé em
muito comum ver o macho dominante cair atitude agressiva (1)
em ciladas e ser morto. São os únicos
grandes primatas, para além do Homem, a matar com o objectivo de
alcançar o poder. Outro comportamento típico de chimpanzés e
humanos é o tratamento dado ás fêmeas, uma vez que, enquanto
nos outros grandes primatas as fêmeas são protegidas e cortejadas,
nos chimpanzés elas são reprimidas e espancadas, tal como acontece
em certas sociedades humanas. As fêmeas mostram os primeiros
sinais de estarem sexualmente receptivas por volta dos oito/ nove
anos mas não são sexualmente atraentes para os machos adultos
antes dos dez/onze anos. O macho dominante pode demonstrar um
comportamento possesivo em relação a uma fêmea tentando impedir
que outros machos acasalem com ela. Os
chimpanzés são as criaturas que, para
além de nós, mais ferramentas usam para
os mais diversos fins. Já foram
observados, na natureza, a usar varas
para medir a profundidade de rios, galhos
para atiçar formigueiros, pedras para
quebrar nozes (figura 2) e muito mais.
Reconhecem e utilizam várias plantas para
fins medicinais. A sua excelente
inteligência permite-lhes ainda, em
Figura 2 – chimpanzé cativeiro, aprender a linguagem dos
utilizando ferramentas (2) surdos-mudos, comunicando com
humanos. São também muito bons a
resolver problemas. Os chimpanzés possuem uma excelente memória
a curto prazo, bastante melhor que a dos humanos, mas, ao contrário
destes, não conseguem planear o futuro a longo prazo. Há um certo
paralelismo entre chimpanzés juvenis e crianças humanas: ambas

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COMPARAÇÃO ENTRE CHIMPANZÉS, BONOBOS E O HOMEM

tem disposição quase inesgotável para brincar, são muito curiosas,


aprendem observando e imitando, e acima de tudo, precisam de
constante atenção, protecção e afecto. Para ambos o contacto físico
afectuoso é essencial a um desenvolvimento saudável. Vários traços
mentais considerados únicos nos humanos têm vindo a ser
demonstrados nos chimpanzés: pensamento racional, abstracção,
generalização, representação simbólica e conceito de si próprios. A
comunicação não verbal inclui abraços, beijos, palmadinhas nas
costas e cócegas. Muitas das suas emoções, tais como a tristeza e a
alegria, o medo e o desespero, são semelhantes ou mesmo iguais às
nossas.

Os Bonobos como “Hippies obcecados por sexo”

Fisionomia (4,5)

Com longas pernas e uma cabeça pequena entre os ombros, os lábios


avermelhados numa face preta muito larga, com pequenas orelhas e
largas narinas, e com um longo, fino e “arranjado” cabelo preto, o
bonobo aparenta ser um gracioso hominóide.

Comportamento (4,5,6,7)

A sua dieta baseia-se em frutos, alimentando-se também de folhas e


ocasionalmente de pequenos invertebrados e vertebrados.
Embora ainda não tenham sido vistos a utilizar ferramentas no meio
natural, como os chimpanzés, em cativeiro
apresentam muita perícia no uso de
ferramentas para obtenção de alimentos.
O temperamento sensitivo é uma das
principais características do bonobo, tendo
como grande exemplo, na segunda guerra
mundial, o bombardeamento de Hellabrum,
na Alemanha, no qual os bonobos de um zoo
das redondezas morreram todos com medo
do ruído, enquanto que aos chimpanzés de
nada afectou.
Brincalhões, dedicados e concentrados, os
bonobos fazem inúmeras caretas, referindo
Figura 3 – Bonobos a estas a sua personalidade e hierarquia na
conviver (3) sociedade dos bonobos.
As fêmeas nos bonobos têm um papel central
e talvez dominante na vida social, que é bem caracterizada como
igualitária e não violenta, substituindo os possíveis confrontos por
sexo.

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COMPARAÇÃO ENTRE CHIMPANZÉS, BONOBOS E O HOMEM

As interacções sexuais ocorrem não só entre membros de sexos


diferentes, mas também entre bonobos do mesmo sexo, como forma
de evitar conflitos, reparar as relações e evitar o infanticídio, já que
os machos ao fazerem sexo com todas as fêmeas não sabem quais
crias são as suas. As posições sexuais tomadas são inúmeras,
estando aos bonobos restrito o roçar mútuo das partes genitais de
duas fêmeas adultas empoladas (GG rubbing
(figura4)), reflectindo provavelmente experiências
de orgasmo. Os machos também realizam
pseudocopulações, estando de costas virados e
roçando o escroto de um no rabo do outro, e
estando frente a frente, praticando uma “esgrima”
de pénis erectos, roçando o pénis no do outro.
Esporadicamente fazem sexo oral, massagem das
partes genitais de outro indivíduo e beijos com a
língua.
Contudo, a sua actividade sexual é casual e dura
no máximo 13 segundos, transmitindo prazer e
uma possível partilha de alimentos, derivado da
tolerância entre os bonobos. Figura 4 – GG
Tudo o que interessa, e não só comida, a mais de rubbing (4)
um bonobo tende para o sexo, evitando a
violência, que é esporádica.
Quando um conflito se inicia os machos são melhores nas
reconciliações do que as fêmeas, tal e qual na humanidade.
Nas decisões, o grupo é que comanda, estando chefiado pelas fêmeas
mais velhas.
Os machos são facilmente dominados pelas fêmeas unidas, pelo que
foram vistos a chegarem primeiro a um local de alimentação,
ganhando pelo sexo direito a alimento.
Os machos mais importantes são os filhos das fêmeas de maior
estatuto social.
Esta coexistência pacífica e saudável não é possível sem o sexo,
sendo impossível separá-lo da vida social dos bonobos.

HOMO SAPIENS SAPIENS

Origem (8,9)

O Homo sapiens teve origem há cerca de 140 mil a 280 mil anos
atrás em África, de acordo com a hipótese migracionista de Allson
Wilson e Rebecca Cann, desenvolvendo-se mais tarde a sub-espécie
Homo Sapiens Sapiens da qual hoje todos os humanos fazem
parte.Os criticos dessa teoria defendem a hipótese Multirregional dos
antropólogos Milford Wolfpoff e Alan Thorn que o Homo sapiens téra

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COMPARAÇÃO ENTRE CHIMPANZÉS, BONOBOS E O HOMEM

surgido em diferentes lugares do globo por evoluçao das formas de


hominídeos pré-existentes nessas regiões, como a figura 5 sugere.

Figura 5 –Esquema representativo das diferentes teorias da origem do Homo sapiens: á


esquerda, a hipótese migracionista de Allson wilson e Rebecca Cann,e á direita a
hipótese multiregional dos antropólogos Milford Wolfpoff e Alan Thorn.
Juntamente com uma linha representativa da evolução humana e correspondente
datação, (5)

Fisionomia (8)

A altura dos humanos varia entre 1,5m e 1,8m dependo da região do


globo, pesando por volta de 65 kg. É bipede como todos os Homo e
tem de longe o maior cérebro (ca 1300cc) de todos os primatas
vivos.

Comportamento (6, 7, 10, 12, 13)

Apesar de ter comportamentos em comum com os chimpanzés e


bonobos, o homem é unico porque nunca antes existiu uma espécie
tão dominante, inteligente, cooperativa e contraditória no planeta.
Somos os únicos a compreender (cada
vez mais) as leis da física e da natureza
e a dominar a linguagem, o que nos
permitiu construir grandes cidades,
meios de transporte, desenvolver as
ciências, uma economia global, ir ao
espaço (figura 6) entre muitas outras
coisas.
O ser humano possui comportamentos
em comum com os chimpanzés e Figura 6 – homem no espaço
(6)
bonobos, como o pesquisador holandês
Frans de Waal defende. Este considera-
nos como uma espécie bipolar entre ambos, não sendo o nosso

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COMPARAÇÃO ENTRE CHIMPANZÉS, BONOBOS E O HOMEM

comportamento identificável apenas com o comportamento do


chimpanzé, uma vez que partilhamos igualmente 98.4% dos nossos
genes com estas duas espécies, que são os nossos parentes mais
próximos.
É de facto muito simplista explicar o comportamento humano apenas
pelo do chimpanzé, como muitos o fizeram a partir de 1974, quando
Jane Goodall, no Congo, testemunhou um grupo de 7 machos
adultos, um adolescente e uma fêmea irem silenciosamente ao
território de um grupo vizinho e depois atacarem e matarem com
paus e pedras um macho distraído e indefeso que estava longe do
seu grupo.
Nós, tal como os bonobos e ao contrário dos
chimpanzés, temos actividades sexuais fora da
época de acasalamento e sem o intuito de nos
reproduzir.
A nossa capacidade de nos reconcilarmos depois
de um conflito é verificada também nos
bonobos, mas não nos chimpanzés, no que toca
a indivíduos de grupos rivais.
O ser humano e o bonobo (especialmente o
bonobo) conseguem sentir também muito mais
empatia e sensibilidade que o chimpanzé.
Existem pessoas que são ainda mais pacíficas
que os próprios bonobos, já que se recusam a
recorrer à violência, até em caso de serem Figura 7 – Ghandi, um
vítimas de agressão, como Ghandi (figura 7) e pacifista exemplar (7)
seus seguidores.
O aspecto físico do bonobo também se assemelha mais ao do homem
já que têm pernas mais compridas que o chimpanzé e com mais
frequência se deslocam sobre elas.

Por outro lado, apesar de


não podermos explicar o
comportamento humano
apenas pelo chimpanzé,
não devemos esquecer
que temos,
lamentavelmente, muitos
aspectos negativos em
comum com ele.
Tal como os chimpanzés,
os humanos têm uma
hierarquia bem defenida
Figura 8 – Hitler (á direita) e Estaline(á e usam a violência e a
esquerda ) , ditadores implacáveis (8) intriga para chegar e/ou
manter o poder. Temos
ainda uma capacidade inata de mentir, o que torna as nossas intrigas
ainda mais complexas.

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COMPARAÇÃO ENTRE CHIMPANZÉS, BONOBOS E O HOMEM

Mas, com a diferença de que o nosso grau de violência se eleva a


uma escala que mete até o pior dos chimpanzés num cantinho.
Estima-se que apenas no século XX morreram mais de 200 milhões
de vítimas de guerras e o dobro à fome! Isto não inclui o crime, a
pobreza e a escravatura de adultos e crianças, entre muitas outras
coisas.

Tanto os seres humanos como os chimpanzés vivem em comunidades


dominadas pelos machos (excepto em alguns poucos países) onde há
violência fisica sobre as fêmeas, seja esta de cariz sexual ou não.
Assim, mais uma vez, os homens ultrapassam em crueldade os
chimpanzés, já que nestes as fêmeas “somente” são espancadas e
violadas, enquanto que no homem essa crueldade pode atingir
dimensões extremas, especialmente nas guerras e nas diversas
formas de repressão sexual, como a mutilação genital feminina (que
se estima que afecta 140 milhões mulheres no mundo), a
escravatura, a tortura, o tráfico sexual e até crimes sexuais contra
criancas.

O ser humano, em termos de comportamento, é uma espécie


intermédia entre bonobos e chimpanzés, mas com capacidades inatas
para ter comportamentos de ambos os extremos (crueldade e
pacifísmo). Somos uma espécie bastante violenta e há uma razão
para isso.
Ao contrário dos bonobos que tiveram a sorte de evoluirem num
ambiente parasidíaco, os seres humanos,
como os chimpanzés, tiveram de evoluir em
ambientes hóstis onde tinham de lutar para
ter acesso aos recursos necessários à sua
sobrevivência, o que teve um grande
impacto na selecção natural em ambas as
espécies, conferindo-nos um comportamento
mais agressivo.
Quando os nossos antepassados iniciaram a
colonização do globo, existia um vasto
território por ocupar, permitindo poucos
confrontos por recursos entre diferentes
agrupados de homos, derivado da vastidão
Figura 9 – representação da do Planeta (excepto aqueles entre os
colocação do padrão de Portugal por membros da própria comunidade).
Diogo Cão depois da descoberta do Quando diferentes culturas se cruzaram
Rio Congo no século XV, os confrontos foram inevitáveis, sendo
afirmando a soberania
portuguesa no local (9)
espelho do que se observa na
actualidade.
Com o passar do tempo, a tecnologia evolui , e com ela apareceu um
armamento mais mortífero, e uma população em muito maior
número e organizada, o que se traduz em grandes guerras e

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COMPARAÇÃO ENTRE CHIMPANZÉS, BONOBOS E O HOMEM

tragédias, nas quais os vencedores impuseram os seus genes, e isso


continua a ter consequências até aos nossos dias.

Referências bibliográficas

(1)“chimpanzés”(On-line), Wikipedia. Acessed April 04,2008 at


http://pt.wikipedia.org/wiki/Chimpanz%C3%A9

(2)“chimpanze”(On-line), Primatas no sapo. Acessed April 04, 2008 at


http://primatas.no.sapo.pt/

(3)“Jane Goodall”(On-line), Jane Goodall. Acessed April 04, 2008 at


http://www.janegoodall.org/

“Bonobo sex and society” (On-line), Primates.com. Acessed March


(4)
31, 2008 at http://www.primates.com/bonobos/bonobosexsoc.html

(5)“Bonobo info”(On-line), Primates.com. Acessed March 31, 2008 at


http://www.primates.com/bonobos/bonobo-info.html

(6)Frans de Waal interview by the Spiegel, August 24, 2006. The two
apes within us (On-line), Spiegel Online. Acessed March 31, 2008 at
http://www.spiegel.de/international/spiegel/0,1518,433327,00.html

(7)Frans de Waal interview by the Spiegel, August 24, 2006. The two
apes within us (On-line), Spiegel Online. Acessed March 31, 2008 at
http://www.spiegel.de/international/spiegel/0,1518,433327-
2,00.html

(8)António Piedade (2007). Slides da cadeira de Antropologia


Biológica

(9)“Homo sapiens sapiens Replacement model”(On-line),


Anthro.palomar. Acessed April 05, 2008 at
http://anthro.palomar.edu/homo2/mod_homo_4.htm

(10)“Relação macho com macho”(On-line), Drauzio Varella .Acessed


April 02, 2008 at
http://drauziovarella.ig.com.br/artigos/chimpanzes3.asp

(11)“Mass deaths”(On-line), Wikipedia. Acessed April 04, 2008 at


http://en.wikipedia.org/wiki/Mass_deaths_and_atrocities_of_the_twe
ntieth_century

(12)“Hunger in the world”(On-line), 30 hour famine. Acessed April 04,


2008 at
http://www.30hourfamine.org/portal/pages/about/world_hunger.html

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COMPARAÇÃO ENTRE CHIMPANZÉS, BONOBOS E O HOMEM

(13)“ mutilização genital feminina”(On-line), Humanidade desumana.


Acessed April 04, 2008 at
http://humanidadedesumana.blogs.sapo.pt/1972.html

Referências das fotografias:

(1) http://harvardmagazine.com/1997/01/right.chimp.html
(2) http://primatas.no.sapo.pt/chimpanze.html
(3) http://www.jornaldobicho.com.br/uploaded_images/bonobo-
732246.jpg
(4) http://www.primates.com/bonobos/bonobosex.html
(5) http://anthro.palomar.edu/homo2/mod_homo_4.htm
(6)
http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://fotos.sapo.pt/topazio1
950/pic/000b8xss&imgrefurl=http://topazio1950.blogs.sapo.pt/2209
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prev=/images%3Fq%3D%2Bespa%25C3%25A7o%26um%3D1%26h
l%3Dpt-PT%26sa%3DN
(7)
http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.tarekalihassan.or
g/Ghandi.jpg&imgrefurl=http://www.tarekalihassan.org/&h=1768&w
=1320&sz=696&hl=pt-PT&start=1&um=1&tbnid=OiCoUshu-
ruhpM:&tbnh=150&tbnw=112&prev=/images%3Fq%3Dghandi%26u
m%3D1%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DN
(8)
http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.superbastards.co
m/hitler-
stalin.jpg&imgrefurl=http://www.superbastards.com/&h=400&w=600
&sz=40&hl=pt-
PT&start=9&tbnid=lABIsl_cXR_fcM:&tbnh=90&tbnw=135&prev=/ima
ges%3Fq%3Dhitler%2Bstalin%26gbv%3D2%26ndsp%3D18%26hl%
3Dpt-PT%26sa%3DN
(9)
http://galeria.blogs.sapo.pt/arquivo/Representacao_da_colocacao_do
_padrao_de_Portugal_por_Diogo_Cao.jpg

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Comentários dos colegas


Na nossa opinião, este trabalho está bem
estruturado e tem uma apresentação razoável. As
ilustrações estão de acordo com os temas e possuem a
respectiva legendagem. As referências bibliográficas
conduzem a páginas relevantes para o trabalho.
Os aspectos mais positivos deste trabalho são o facto
de terem feito uma comparação entre homens, chimpanzés
e bonobos de uma forma bastante original, falando de
aspectos como a crueldade presente no homem e nos
chimpanzés e do pacifismo existente no homem e nos
bonobos, dando como exemplos figuras históricas da
humanidade, tanto com conotação positiva (o pacifista
Ghandi), tanto com conotação negativa (Hitler e Estaline)
Os aspectos menos positivos do trabalho são o facto
de abordar de uma forma um pouco ligeira certos
comportamentos muito complexos e o facto de nos
chimpanzés referir que as interacções entre machos e
fêmeas são sempre violentas, o que não nos parece
correcto. Também, não é correcto que, de todos os
primatas, só o Homem e o chimpanzé matem para alcançar
o poder, uma vez que, em quase todas espécies sociais com
organizações hierárquicas, existem lutas, que por vezes
conduzem à morte, para garantir a primazia social. Um
assunto que teria muito interesse discutir, num trabalho
desta natureza, eram as estratégias politicas, utilizadas
pelos chimpanzés para alcançar o poder, essas sim, só
observadas nestes e no Homem.
Trabalho com interesse no que se refere à
comparação dos comportamentos destas três espécies.
(3/5)
Ana Sofia Nunes, Dora Silva e Miguel Gonçalves

Este trabalho está com uma apresentação boa pois


ao longo do texto vão existindo imagens relevantes para o
texto e que ilustram bastante o que é dito no mesmo.
Todas elas são identificadas e legendadas e com posterior
alusão da fonte. As referências das imagens e do texto é
que por sua vez poderiam estar numa letra um pouco mais
pequena pois não são parte tão relevante como o texto e
foram colocadas no mesmo tamanho de letra como o resto.
Este trabalho está muito bom a nível de informação
pois ficamos com uma percepção bastante boa das
diferenças e igualdades entre o Homem, os chimpanzés e
bonobos, e também a conhecer cada um dos referidos
seres. Há também a alusão às imagens durante o texto
dando-nos a ideia do que no texto se vai falando. Um lado
também positivo é o facto de em todos os temas e
subtemas haver uma indicação, através de um número, que

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COMPARAÇÃO ENTRE CHIMPANZÉS, BONOBOS E O HOMEM

depois consultando as referências há a indicação de onde


foi retirada a informação daquele subtema.
Como pontos negativos deste trabalho há o facto de
em primeiro lugar as referências no final do trabalho serem
colocadas em letra bastante grande (o que em parte é
desnecessário) fazendo com que o trabalho ainda se torne
mais extenso a nível de folhas quando foi imposto um
limite de 5 páginas. Por outro lado apesar de haverem
bastantes imagens o texto torna-se, em certos pontos,
excessivo dado ser um tema bastante alargado, o que
depois também contribui para exceder o limite de páginas.
Por fim denota-se alguma falta de cuidado na escrita pois
ao longo do trabalho vão existindo alguns erros de
ortografia, tais como “á” e “evoluçao”.
Este trabalho encontra-se estruturalmente e
esteticamente a um nível intermédio mas factores que são
compensados pelo interesse no tema que supera os dois
últimos trabalhos. (3/5)
Fábio Raimundo

O trabalho apresenta uma apresentação razoável,


com as imagens legendadas de forma coerente, sendo que
as mesmas estão inseridas de forma adequada no conteúdo
do texto. Em relação às referências bibliográficas, a n.º 11
não se encontra correcta acontecendo o mesmo na n.º 2
das imagens. As restantes encontram-se correctas, no
entanto consideramos que algumas delas possuem
conteúdos cujos factos são duvidosos (i.e. n.º10) e não
cumpram completamente as regras fornecidas para as
mesmas.
É de salientar que no 1.º parágrafo encontramos um
erro factual, o que é inadmissível – O género Pan é
constituído apenas por uma espécie de chimpanzé –
comum e pelos bonobos. Nesse mesmo parágrafo é ainda
dito que a proximidade genética de ambos à nossa espécie
é de 98% a 99,4% sendo referido mais tarde que é de
98,4%, o que é portanto contraditório e confuso para o
leitor. Outro exemplo de informação que se encontra
incorrecta é o facto de ser referido que alguns autores
propõem que o chimpanzé seja denominado por Homo
troglodytes, sendo que tal não seria possível sem se
também considerar um Homo paniscus. Ao longo do
conteúdo surgem afirmações que são de cariz duvidoso e
sem fundamento teórico, ou mesmo interpretações
incorrectas das fontes originais, nas quais estão
subjacentes comparações entre o género Pan e o género
Homo, o que não deve, nem pode, ser efectuado de modo
linear como o foi.
É ainda de salientar que a nível gramatical são
apresentadas diversas incorrecções que não são esperadas

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COMPARAÇÃO ENTRE CHIMPANZÉS, BONOBOS E O HOMEM

neste nível de ensino, sendo a estrutura do texto


claramente prejudicada, fornecendo uma projecção
demasiado infantil ao mesmo, especialmente ao serem
utilizadas expressões de cariz popular extremamente
inadequadas (ex: “meter o pior dos chimpanzés a um
cantinho”). (2/5)
Ana Dourado e Olívia Costa

Inicialmente este trabalho é interessante e bem


redigido embora fuja ao âmbito da disciplina na parte final
do mesmo. Torna-se mais uma critica à humanidade do que
uma comparação imparcial com outros primatas.
As imagens estão bem posicionadas ao longo do
texto mas o mesmo já não acontece com as referências
bibliográficas/citações. O trabalho excede em 4 páginas o
suposto e como tal deveria estar mais sucinto.
O trabalho foge aquilo que se pretendia do trabalho
e revela-se uma critica e não uma comparação entre
espécimes. Está também demasiado grande e como tal
deve ser penalizado. (2/5)
David Correia, David Guapo, Luís Cardoso e Mafalda
Catrau

O trabalho “Bonobos, Chimpanzés e Homens”


apresenta falhas no que respeita às regras impostas pelo
professor para a elaboração do mesmo. O aspecto geral
não é desagradável mas podem observar-se algumas
irregularidades. As ilustrações são insuficientes (não
atingem os 30% requeridos) e algumas imagens não se
encontram alinhadas com o texto. As legendas não estão
justificadas e uma delas apresenta dois tipos de letra e o
texto não tem parágrafos.
As referências das ilustrações e dos textos estão bem
elaboradas, embora não tenhamos conseguido ter acesso a
algumas, como é o caso da referência da segunda figura. O
conteúdo do trabalho reflecte de facto o tema proposto
mas muito exaustivamente. Foi pedido um máximo de
cinco páginas e este trabalho excedeu o limite em quatro.
Concluímos, deste modo, que em relação aos
restantes trabalhos que avaliámos este é o que apresenta
uma elaboração menos boa, sobretudo no que respeita às
ilustrações e ao limite de páginas. (1/5)
Joana Revez, Pedro Pedrosa e Teresa Amaral

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