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A VOZ DOA VOZ

Escriba
Escriba 1 DO
78934617 - ID 55*438357*8
Jornalista
A Voz do Escriba -
Responsável:
Edição JUNHO de 2010 JUNHO 2010
Jaricé
- Jornalista Responsável
Ir. Jarice Braga - Ediçao
Braga
via Internet bragaescriba@yahoo.com.br

A MAÇONARIA
É PERFEITA?

Brasileira
2 JUNHO 2010
Jornalista
Responsável: Jaricé
Braga
78934617 - ID 55*438357*8
A VOZ DO
Escriba
A MAÇONARIA
É PERFEITA?
A Maçonaria é perfei-
ta? Sim, como Institui-
ção a Maçonaria é
perfeita na sua utopia
de aperfeiçoamento do
homem pelo próprio
homem.
Mas, infelizmente, o
homem não é perfeito.
Basta olhar o mundo
profano e o nosso pró-
prio mundo maçônico.
Por isso continuamos
aqui o nosso debate
sobre a Regularidade,
o Reconhecimento, o
Ritual, a Vaidade e a
Verdade.

Por uma Maçonaria


A VOZ DO
Escriba 3
78934617 - ID 55*438357*8
Jornalista
Responsável: JUNHO 2010
Jaricé
Braga
bragaescriba@yahoo.com.br

A Fraternidade tem sido o grande exemplo de


convivência pacífica, honesta e transparente da
Maçonaria Universal?
Não. O mundo maçônico não é diferente do mun-
do profano. Guerras e conflitos têm ocorrido no
mundo como resultado do processo histórico de in-
vasão e ocupação de territórios e por questões en-
volvendo a delimitação de fronteiras. Desde o sé-
culo 16 (antes da fundação da Maçonaria), com o
início do processo de colonização da América, da
África e da Ásia, as grandes potências dividiram e
redistribuíram essas áreas, a consequência foi que
passaram a conviver, num mesmo território, povos
e nações diferentes, ao mesmo tempo separou gru-
pos da mesma de etnia em diversos territórios. Pos-
teriormente, durante o processo de descolonização
(final do século 19 e início do século 20), novos
territórios foram construídos e destruídos.
Atualmente, a maioria dos conflitos que ocorrem
no mundo tem origem interna, ou seja, é decorrente
de guerras civis ou da luta entre forças militares e
movimentos rebeldes ou separatistas.
Em 2003, o Instituto Internacional de Pesquisas
sobre a Paz, de Estocolmo (SIPRI) relacionou um
total de 19 conflitos, dos quais apenas dois envolvi-
am intervenção de países: a intervenção dos Esta-
dos Unidos no Iraque e o conflito entre a Índia e o
Paquistão. Hoje Existem cerca de 30 conflitos ar-
mados em andamento entre eles os de Israel e Pa-
lestina e da Ocupação do Iraque e Afeganistão.
Não existe notícia de conflito armado entre po-
tências maçônicas. Mas com certeza existe, Maçons
lutando contra Maçons, cada qual defendendo o seu
país, em todo o planeta.
Uma pergunta: a Maçonaria Universal adotar pro-
cesso profano de invasão e ocupação de territórios Honorável Lord Kinnaird. Durante aquela semana, inglesa ou buscar sua independência?
por questões envolvendo a delimitação de frontei- um acordo único foi obtido entre as Grandes Lojas. Vale aqui citar um comentário feito pelo novo
ras, ou, em outras palavras, por questão de regula- Pela primeira vez um acordo formal foi assinado Grande Chanceler da Grande Loja Unida da Ingla-
ridade e reconhecimento? governando as relações externas entre as jurisdi- terra, Irmão Alan John Englefield:
Temos alguns exemplos no passado. ções irmãs. Isso se tornou conhecido como o Acordo - Como Grande Loja mais antiga, nós na Ingla-
1. No dia 06 de junho de 1787 a Grande Loja de 1814. Marcava a reconciliação das duas Gran- terra assumimos o papel de ser os guardiões da re-
dos Antigos na Inglaterra tornou-se independente e des Lojas inglesas, que estavam em disputa há mais gularidade, e de muitas formas se espera que polici-
na mesma data a Grande Loja de Nova York reti- de 50 anos. emos o que é regular e o que não é. Em momentos
rou do seu título a palavra Provincial, promovendo Duzentos anos depois, no Brasil, seria possível de tranquilidade, eu tenho imaginado se essa é a
a designação como Obediência Independente da uma conciliação entre todas as nossas potências? razão pela qual um
Inglaterra. Será possível criar uma Grande Loja Unida do Bra- antigo bobby [policial inglês] foi escolhido para
2. As Grandes Lojas Prince Hall lutaram durante sil? ser o primeiro Grande Chanceler. Esses não são
230 anos para serem reconhecidas pela Maçonaria Será que conseguiremos fazer valer o princípio papéis que tenhamos buscado e nós não podemos
branca nos Estados Unidos. Nesse caso, ninguém da soberania? Se uma Grande Loja é regular ou ser uma policia internacional resolvendo problemas
invocou um Livro da Lei ou qualquer profissão de não, pode ser determinado pela investigação, mas dentro e entre as Grandes Lojas. O que nós pode-
fé maçônica. o reconhecimento é uma questão política que pode mos fazer é escutar e oferecer aconselhamento a
3. Na 2ª feira, 27 de junho, até sábado, 2 de mudar da noite para o dia? Já houve no mundo situ- partir de nossa longa experiência em relacionamen-
julho de 1814, uma conferencia foi realizada no ações onde maçons que desfrutaram do reconheci- tos externos, mas existe uma linha muito estreita entre
"Freemasons Hall", em Londres. Participaram o Grão mento de outras jurisdições por décadas, acorda- oferecer aconselhamento e interferir nos trabalhos
Mestre dos Maçons da Inglaterra da recém consti- ram um dia para se descobrirem mendigos maçôni- internos de um corpo soberano."
tuída Grande Loja Unida da Inglaterra, sua Alteza cos. (Pelos que sabemos dos últimos acontecimen- E continua o Grande Chanceler inglês:
Real o Duque de Sussex, o Grão Mestre dos tos, isso não mudou.). - Nós vivemos em tempos desafiadores meus Ir-
Maçons na Irlanda, Sua Graça o Duque de Leinster O Brasil maçônico deve continuar uma colônia mãos, e as relações externas Maçônicas são cruciais
e o Grão Mestre dos Maçons da Escócia, o Mui

Brasileira
4 JUNHO 2010

78934617 - ID 55*438357*8
Jornalista
Responsável: Jaricé
Braga
A VOZ DO
Escriba
para a futura harmonia e estabilidade da Maço-
naria, a nível global. Nossa intenção é reafirmar
aqueles princípios básicos, os quais tem defini-
do nosso relacionamento com o resto da Ma-
çonaria Regular, e discutir como podemos coo-
perar para assegurar a continuidade de nossas
calorosas relações.
Gostaria de repetir aqui que o A Voz do
Escriba apenas lançou uma ideia e, pelas res-
postas recebidas, essa ideia já está presente há
muito tempo (mas calada) dentro de nossa Or-
dem.
O Escriba não ganha nada com essa propos-
ta de debate. Quem ganha é a Maçonaria por
ficar mais aberta ao diálogo e menos sujeita a
todos os tipos de insinuações de que a abertura
de um debate significa interesses próprios, jo-
gada, trapaça, "fins não muito nobres".
Pelo contrário, parece que tal proposta con-
traria interesses que querem que tudo fique do
jeito que está. Então fica a pergunta:
- Quem é que sai lucrando com o atual esta-
do de subserviência da Maçonaria brasileira? E
por que temer que a Maçonaria brasileira fique
isolada, já que no contexto da Maçonaria Uni-
versal nós simplesmente não temos o menor peso
nem a menor representatividade, a não ser como
súditos ou servos de potências de maior expres-
são?
Vamos ser sinceros e verdadeiros.
Dentro do Brasil, a Maçonaria existe mal, e
muito mal.
Fora do Brasil, talvez ela exista, mas não sei
se existe bem. Acredito que não, já que aqui
dentro alguns Irmãos não toleram qualquer tipo
de debate e apelam para a calúnia, a acusação,
a insinuação, e, principalmente, o desrespeito à
livre expressão de Irmão que, além de Maçom,
é jornalista.
É fácil, muito fácil atacar um jornal que há
mais de 20 anos luta pela Maçonaria, com difi-
culdades, com altos e baixos, mas com a digni-
dade dos pobres, que deve ser bem mais hon-
rada que a dignidade dos nobres. E por uma
razão muito simples: quem tem um sonho, como
nós, não tem nada a perder a não ser essa falsa
realeza e esse xarope de realidade em que vive-
mos.
Difícil é fazer Maçonaria com dignidade de
pobre (mas orgulhoso do seu trabalho, que isso
fique claro) e em tempos de crise. O difícil mes-
mo é tentar mudar uma Ordem que há mais de
100 anos vive das grandes realizações dos
Maçons do passado e não consegue realizar os
sonhos e os desejos mais simples dos Irmãos
silenciosos ou silenciados que são a base e a luz
dos Templos. São eles que são a voz do Escriba.
E são a eles que suas palavras são dirigidas,
agora, através da voz desta edição do A Voz do
Escriba.

Por uma Maçonaria


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Escriba 5
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Jornalista
Responsável: JUNHO 2010
Jaricé
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A Vez e a Voz da
Maçonaria Silenciosa
Antes de passar as palavras para os
Irmãos, repito aqui o texto do Ir-
mão Nicola Aslan para reflexão dos
leitores:
"O Iniciado dele mesmo tira o seu
conhecimento (gnosis, em grego):
ao discernir alusões sutis, ele preci-
sa adivinhar o que se oculta nas
profundezas do seu espírito. Aquele Parabéns, mano.
que só entende palavras repete a sua Isso eu tenho também
lição à maneira de um papagaio, propalado nesses meus 30
sem agir como pensador autônomo. anos de Maçonaria. Pura
Posto em presença de um signo vaidade de nossos dirigentes,
mudo, o adepto é obrigado a fazê-lo de todas as potências e
falar: Pensar por si mesmo é a gran- obediências,
de arte dos Iniciados. (...) A Maço- seja lá o que for... Vaidade que
naria nos abre uma escola do Silên- dá nisso... Briga, separação
cio; ensina a calar, para ouvir o que
fala misteriosamente no interior do entre nós, e, com isso, não
pensador." fazemos nada de útil para a
Depois de ouvir e calar, de pesar e sociedade.
pensar, o Irmão deve sair do silên-
cio e fazer ouvir a sua voz. Irmão Marco
Aí estão elas, as vozes dos Irmãos

Brasileira
6 JUNHO 2010
Jornalista
Responsável: Jaricé
Braga
78934617 - ID 55*438357*8 Escriba
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Depois de ouvir e calar, de pesar e pensar, o Ir-


mão deve sair do silêncio e fazer ouvir a sua voz.

Somos muito gratos aos feitos do pas-


Ir. Cristian sado, mas acho que devemos parar por aí.
Eles devem muito à maçonaria latino-ame- Tino- GOB-RJ
ricana, e acho que está na hora de darmos as
Rizzardi - GORGS costas para este título idiota de reconheci-
Nosso Irmão Braga está certíssimo.
mento dos ingleses em relação à nossa so-
Prezado Ir. Braga! berania. Salve o Brasil, salve a pátria maçô- Não é admissível que maçons bra-
Veja por que rincões seu trabalho está nica brasileira que luta silenciosamente por sileiros queiram ser submissos a potên-
ecoando! Sou do Oriente de Caxias do Sul- uma nação mais justa e fraterna. cias estrangeiras.
Rio Grande do Sul. Faço parte da ARLS Ir. Cristian Rizzardi - MM - ARLS Esses "maçons" não livres, mas
Fraternidade V, REAA / GORGS (COMAB). Fraternidade V - Oriente de Caxias do Sul -
Me encontro no Oriente de Salvador-BA, e REAA / GORGS sim servos que precisam de um rei para
disseminei a edição de junho de 2010 do A poder se submeterem. Afinal toda corte
Voz do Escriba, para dezenas de irmãos des-
te oriente.
Ir. Cláudio tem um bobo, não tem?
São por demais pequeninos e não
Não apenas compactuo, como defen-
do há anos as ideias expressas no Escriba.
Também não entendo a postura e o
Machado M.’.I.’. merecem ser chamados de maçons e sim
de capachos.
Estimado Ir.'. Braga São obedientes, mentem quando
proselitismo de alguns irmãos que querem Mais uma vez me surpreendo positiva-
nos convencer de que "precisamos" de reco- mandados, batem palmas para as men-
mente com A Voz do Escriba. Importantíssi-
nhecimento inglês. Confesso ainda, e sem ma edição que deveria estar na Sala dos PP.'. tiras ditas pelos superiores e são capa-
quaisquer paternalismos ou protecionismos, PP.'. de todos os templos, a fim de que se zes de jurar de tornando perjuros so-
que se alguém tem que solicitar reconheci- aprenda de uma vez por todas o que deve ser mente para poderem continuar a bajular.
mento, são os ingleses que pisam aqui e se a nova Maçonaria, livre do mofo que nos le- Essa está sendo a nossa Maçona-
autoproclamam maçons. Não raras vezes, garam inconsequências do passado. Certa- ria.
vejo irmãos ingleses que fazem parte de mente isso faria com que, de fato, brilhasse
multinacionais frequentarem as lojas brasi- E depois falam que aqueles que
a Luz da verdadeira iniciação, e não apenas buscam consertar a Maçonaria são os
leiras, de forma que até parece que eles es- ranço e vaidade.
tão nos prestando um grande favor em estar Como sempre, com sua licença, impri- delinquentes.
presente em nossos templos. E na mirei uma cópia para nossa pequena Loja, a Parabéns, Braga.
contrapartida, a recíproca não é verdadeira. fim de que os irmãos tenham o privilégio que Afinal o teu jornal sempre foi a voz
(Não apenas na Inglaterra, mas nos EUA tam- estou tendo com essa leitura. da Ordem.
bém). Isso é nojento! Um caloroso T.'.F.'.A.'. Tino- GOB-RJ
Ir. Cláudio Machado M.'.I.'.

Por uma Maçonaria


A VOZ DO
Escriba 7
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Jornalista
Responsável: JUNHO 2010
Jaricé
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Vamos encarar os fatos: a Inglaterra ou os Estados Unidos


nunca fizeram nada pela Maçonaria brasileira

Ir. Luis Antonio lidade atual e será que entendemos e acei-


tamos a participação obrigatória, como, por
apóiam suas bases em terrenos firmes".
Segundo James Hunter: "O comando
baseado no grito e na ameaça, são
exemplo, no envio de dízimos para locais
Luciano - MI - RJ tidos como de primeiro mundo? Somos um
povo com outra realidade social, obviamen-
ineficientes quando se lida com uma for-
ça de trabalho diversificada, formada por
Irmão e Confrade Jaricé Manoel Braga gerações muito diferentes, que cresce-
Ramos, te com outra realidade financeira.
Então, por que temos que fazer tais con- ram desconfiando de quem tem o poder".
Após a devida apreciação da matéria apre- Liderar é inspirar e influenciar pessoas a
sentada, observamos a sintonia de ideais que cessões? Por que temos que acatar que, em
uma "carta de quatro linhas", nos coloquem fazerem a coisa certa, de preferência en-
dão legitimidade ao convívio maçônico. tusiasticamente e visando ao bem co-
Você conseguiu exprimir em palavras bem à margem de uma regularidade?
Por que temos que nos subordinar a uma mum".
estruturadas o pensamento da maioria do Daí a pergunta que não quer calar: Até
povo maçônico, que não estando acostuma- imposição que a nossa lógica não aceita
como cabível? quando seremos vistos como Colônia???
do ao assento em poltronas de honra, tra- Parabéns Irmão e Confrade Jaricé
balham silenciosa e perseverantemente, Hoje vivemos em um mundo participativo
onde os atos e fatos têm que ser muito bem Manoel Braga Ramos pela coragem e lu-
muitas vezes sem nenhum reconhecimen- cidez na explanação dos fatos apresenta-
to, porém felizes por saberem que estão fa- explicados e entendidos para então serem
reavaliados os nossos conceitos gerais, fa- dos.
zendo a coisa certa e a sua parte na cons- Luis Antonio Luciano dos Santos - MI
trução da história desta Sacrossanta Insti- zer do diálogo de inteligências o marco in-
delével das nossas ações em prol de uma - ARBLM - Fraternidade de Realengo nº.
tuição que tem por objetivo tornar mais 112.
harmônico e consequentemente mais feliz Maçonaria cada vez mais identificadas com
os anseios dos nossos Irmãos.
o convívio em sociedade.
Certamente existem aqueles que têm en- Apenas para ilustração, cito trechos do Ir.’. Luciano Rodrigues
talados em suas gargantas determinados livro Reflexões Essenciais Para Entender
Caro Ir.'. Braga,
corpos estranhos que os sufocam e muitas e Dirigir a vida, do Ir:. Jarbas de Matos Mais uma vez lhe parabenizo pelo seu
vezes não os permitem sequer o direito de MM:.: desassombro e pela maneira coerente como sem-
respirar em plenitude, de sonhar com um "O barco que brilha vaidoso não pode es- pre se portou ao longo destes trinta anos que
mundo melhor adequado às suas realidades quecer o mar que o sustenta". "Um só ins- nos conhecemos, dentro dos 40 que tenho na
e a pretensão de todo povo livre e de bons tante pode custar um longo arrependimen- nossa Ordem.
costumes, de seguir o seu próprio caminho, to". "Nós somos um edifício em constru- Repassei, mais uma vez, o seu jornal, a pedido
e perpetuar o seu direito à livre expressão ção. A humanidade está formada por obras do nosso Ir.'. Mendes, do Grande Oriente do
inacabadas porque muitos não sabem que Brasil, que trabalha em uma Loja na Ilha do Go-
do pensamento. vernador.
Quantas vezes nos sentimos incomoda- podem ser construtores de si mesmos e
nem o que devem construir. Mas há aqueles Receba, com admiração, um fraternal abraço do
dos pelas normas ultrapassadas para a rea- Ir.'. Luciano Rodrigues.
que enxergam a missão, idealizam a obra e

Brasileira
8 JUNHO 2010
Jornalista
Responsável: Jaricé

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O que os Países de Primeiro Mundo fizeram de


útil pela Maçonaria brasileira?

to, onde cada Grão-Mestre se faria represen- do as Constituições do GOB e das Gran-
Eloi de Souza tar por um Delegado e isso serviria para a
representação estadual e esses mesmos re-
des Lojas e dos Grandes Orientes Indepen-
dentes, buscarmos um esboço de antepro-
Ferreira. presentantes seriam os representantes na
esfera federal = Parlamento.
jeto a ser submetido a cada Potência.
Porém fica a pergunta no ar: Qual o Grão
O que realmente acho é que a matéria do Acabaríamos com as oligarguias que se Mestre que vai bancar a iniciativa?
Grandíssimo Ir.'. Braga é para todos nós pa- perpetuam nos Poderes Legislativos Estadu-
rarmos para fazer uma profunda reflexão Se não houver iniciativa do Grão-Mes-
ais e reduziríamos o custo das representa- tre, poderemos tentar junto com as lojas
dos valores maçônicos e nesse momento ções por Loja, pois as Lojas de um Municí-
devemos perguntar ao nosso interior: "Nós que comprarem a idéia eleger Deputados
pio elegeriam o seu representante no Parla- Estaduais e Federais afinados com a pro-
iremos à Maçonaria?" ou "Nós vamos fazer mento Estadual e esses representantes seri-
Maçonaria?". posta e trabalharmos a médio prazo a
Aí é a questão e lamentavelmente + ou - am os mesmos no Parlamento Federal. concretização desse ideal, por votações nas
50% vai sempre e nunca fazem, por que não O Grão-Mestre Geral seria eleito por vo- respectivas Assembleias.
sabem fazer. Infelizmente é o que eu penso. tação geral, como já ocorre, porém poderia Me coloco à disposição do Irmão para
Eloi de Souza Ferreira. vir a ser destituído do cargo pelo Conselho junto com alguns abnegados traçarmos uma
de Grãos-Mestre Estaduais e Municipais, diretriz para tão elevado desafio.
Ir. Antonio Carlos com aval dos respectivos parlamentos.
O Poder Judiciário sofreria algumas pe-
Ir. Antonio Carlos Benício
M.I. CIM 241650 - GOB-RJ - ARLS -
quenas modificações, pois nem sempre ser
Benício um grande jurista no mundo profano signifi-
ca que o Irmão seja um grande aplicador da Almiro Sales
Meu Ir. Braga. Lei maçônica, pois Maçonaria não é só leis
Não vou lhe dar os parabéns pela brilhan- Caro Ir:. Jaricé,
escritas e sim a influência do esotérico e dos Fico feliz em receber suas publica-
te matéria, pois seria pouco para um assun- seus princípios.
to tão delicado e que alguns vaidosos ções, mais feliz ainda por ser Maçom
Se conseguirmos enfrentar e vencer esse reconhecer a grandeza de nossa
Grãos-Mestres não gostam de abordar. grande desafio, sem dúvida teremos uma Ma-
Efetivamente já passou da hora da Maço- SACROINSTIUIÇÃO.
çonaria forte e reconhecida não só pela In- Continue a propagar junto aos Irmãos
naria Brasileira se unir em uma única po- glaterra, como pelos Estados Unidos, além
tência. E vou mais além. Como teremos estas verdades, e assim teremos no
de um único Supremo Conselho para cada Brasil uma Maçonaria séria, atuante,
que satisfazer a alguns irmãos vaidosos por Rito, que daria a diretriz para todo o País,
títulos, comendas e cargos? Poderíamos que seja capaz de mudar os rumos de
com ramificações desse Supremo Conselho tudo o que vivemos nesta AMADA Pá-
ter o Grão-Mestre Geral, Grão-Mestre Es- em cada Estado e até por regiões que con-
tadual, Grão-Mestre Municipal e todos se- tria que é o nosso Brasil.
greguem vários municípios limítrofes.
riam representados em um grande parlamen- Me coloco à sua disposição para, analisan- Almiro Sales

Por uma Maçonaria


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Responsável: JUNHO 2010
Jaricé
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bragaescriba@yahoo.com.br

É preciso dizer: chega! Parabéns pelos 300 anos de existência de


uma grande iniciativa. Mas o mundo mudou. Adeus 1717!

Em outras palavras. Os IIr.'. já notaram Grande Comendador do Rito Escocês An-


Ir.'. Marcelo F. que as nossas ritualísticas, independente-
mente de Rito, em cada alteração perdem
tigo e Aceito (como é grande este título,
não?), o mesmo que não aceita a presença
de AAmad.: IIrm.: do Rito Adonhiramita em
Antunes (esoterismo) bem como o (exoterismo).
Apesar de Maçonaria não ser religião, os suas sessões, por exemplo, um dos "Três
Reis Magos" (me entenderam, não?) que
Estimados IIr.'. nossos rituais, na maioria dos casos deve-
Para os que ainda acreditam na origem In- riam ser imutáveis tais como os assinaram o famigerado manifesto às Lojas
glesa da Maçonaria, peço que confiram nos "LANDMARKS". Simbólicas do Grande Oriente do Brasil
ensaios adiante relacionados. Ao meu modo de ver a Maçonaria, a contra os novos rituais dos três primeiros
No site da OTM www.ordotrimegistus.net mesma está fraca e enfraquecendo dia após graus maçônicos (ainda bem que o Amad.:
podem ser baixados os ensaios referentes dia, por nossa exclusiva culpa, que chama- Irm.: Ney não entrou nessa furada).
aos Landmarks Comentados e as Regras mos para ingressar na Ordem pessoas que Eles deram um tiro no pé e não se
Fundamentais (reescritas), pois o Manual nada podem acrescentar à mesma. redimiram até hoje. Aliás, este título de che-
do Aprendiz das GG.'.LL.'. e do GOB foi É uma tristeza só... fe de rito é bastante abrangente para o que
redigido para a compreensão de crédulos e Lemos na realidade significa. Elas são chefes do
não de pesquisadores. Esses tópicos são ins- Rito Filosófico e não devem se intrometer
truídos por imagens que tentam facilitar a
compreensão do aparentemente invisível,
Diney Maria na administração do simbolismo. Como
você patrocina uma rebelião contra uma tra-
mas, como já dizia o Senhor Buddha, em
resposta à pergunta de como alguém pode- de Paulo dição e não se manifestou no caso dos no-
vos rituais criticando os responsáveis pela
ria penetrar na Sabedoria Ancestral: "É só "Oficinas Chefes dos Ritos"? Estou com
Amad.: Irm.: Braga, você por uma Única Maçonaria Brasileira,
olhar a sua volta!" No início de sua reportagem fiquei empol-
Ir.'. Marcelo F. Antunes - Or.'. de São Paulo mas sem defesa de AAmad.:IIrm. : desta
gado pelo caminho que você estava trilhando qualidade, que invadem a seara de "outrem".
M.'.M.'. REAA pela unificação da Maçonaria Brasileira. Acho Diney Maria de Paulo
uma verdadeira indecência a quantidade de
Lemos potências existentes, e cada vez aparecem
mais, pois alguns "irmãos" não se conformam Ir. Felipe Martins
Manos,
Na Maçonaria, o maior problema que em ficar de fora do "bolo", saem e fundam Prezado Irmão Braga,
temos verdadeiramente, são os nossos IIr.'. uma nova. Temos que lutar por isso. Uma só Recebi hoje um exemplar eletrônico de
vaidosos, exibicionistas, entre tantas outras Maçonaria no Brasil, como existe, por exem- seu jornal. Excelente!!!
desvirtudes, tais como modificarem o que plo, em Portugal. Mas, ao final fiquei um Não conhecia, mas tudo que li me pare-
está dando certo, tipo os nossos rituais, pouco decepcionado, pois você, meu Amad.: ceu um resumo de meus sentimentos.
RGF. constituições, etc. Irm.:, enveredou pela defesa do Soberano E é interessante como as coisas aconte-

Brasileira
10 JUNHO 2010
Jornalista
Responsável: Jaricé

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Braga
Escriba
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Chega. Estamos em 2010! Vamos construir nosso pró-


prio futuro com nossas próprias pedras polidas.

cem, pois já estava tão entristecido com


essa realidade que considerava pedir meu
quit, para refletir por um tempo.
Ronaldo Costa datos são "queimados" e aí passa a prevale-
cer a qualidade e não a quantidade, que é o
Concordo em gênero, número e grau com objetivo.
Mas sua publicação revelou que há ou- o texto subordinado ao titulo UMA MAÇO-
tros que compartilham do mesmo sentimen- Quantos Obreiros do Grau 33, nomeam-
NARIA BRASILEIRA e reproduzido pelo A se Inspetores do Rito, mas possuem menos
to que eu. Há outros que desejam uma so- VOZ DO ESCRIBA - MAÇONARIA BRA-
ciedade mais fraterna, igualitária e livre. E conhecimento do que um bom Aprendiz.
SILEIRA do mês em curso. Na solenidade da Iniciação, é revelada, sin-
falo da sociedade maçônica! Fui Iniciado na Ordem através do honra-
Meu Irmão, ficaria muito honrado em teticamente, a essência da Maçonaria. Mas
do e saudoso Irmão Arthur Domingues, co- no dia a dia, isto é, a cada sessão, ouvimos
receber suas publicações ou qualquer ou- vardemente assassinado por dois
tra coisa que o Irmão desejar me enviar. muito falarem de fraternidade, da atuação da
motoqueiros, teria sido "queima de arqui- Ordem do passado, nos vários campos de
Muito Obrigado! vo" ?
Ir. Felipe Martins - M.'. M.'. CIM 251731 atividade humana. Todavia, quando a compa-
Tenho uma vida limpa, honrada, podem ramos com a dos dias atuais, percebemos que
- GOB/GODF/BRIGADEIRO PROENÇA vasculhá-la, e, movido por ideais voltados
1784 - (atualmente residindo e visitando na nenhuma semelhança existe entre ambas - a
para edificação e bem estar da criatura hu- menos que tudo o que tem sido falado seja
Paraíba) mana, tornei-me Maçom. falso, mentiroso, seja apenas uma boas
Mas o que tem sido a nossa Sublime Or- estoria da carochinha.
dem, repleta de "Irmãos" vaidosos, em bus- Quanto mais observo a falta de atuação da
Márcio Ayala ca de cargos, de poder, envergando um pu-
nhado de medalhas e paramentos vistosos,
Maçonaria, fico me perguntando: por que tan-
to gasto para manter os órgão existentes e
a desfilarem pelo interior das Lojas? E cada os que vão sendo criados? Por que a subor-
Oi, Braga, vez fundam-se mais Oficinas, mais órgãos, dinação e, as vezes, até com remessa de nu-
Agora sim, com este texto eu vejo um mais Potencias, ou que nome queiram dar, merário para os Estados Unidos e a Ingla-
objetivo, uma luta que pode unir a todos com posto que é necessário acolher a grande terra? Que fazem essas Potências em bene-
a demanda interna, que não é pequena e é ur- quantidade de vaidosos e ávidos pelo poder, fício da Maçonaria do Brasil? Por que te-
gente! que não param de crescer. mos que ficar subordinados aos caprichos,
Pra quê esperar pelo reconhecimento? É imperioso Iniciar, pois alguém tem que às determinações da Maçonaria Inglesa ou
Assim combinamos com uma máxima... que sustentar toda essa engrenagem. Iniciar, Ini- Americana ou quaisquer outra - que ora re-
devamos fazer pelo bem estar de todos e não ciar sempre e o máximo. Por isso, nascem conhece como legítimo um Supremo Con-
esperar ser reconhecido por isso. os Arrudas e tantos outros, frutos de péssi- selho e ora desconhece como tal? Por que
Como disse: Agora sim! mas indicações e de sindicâncias mal pro- temos que ficar atrelados a tanta política ou
Força, duzidas. Se houver esmero e responsabili- "politicalha" ?
Márcio Ayala dade por parte do sindicante, muitos candi- E a política do Brasil? A política em favor

Por uma Maçonaria


A VOZ DO
Escriba 11
78934617 - ID 55*438357*8
Jornalista
Responsável: JUNHO 2010
Jaricé
Braga
bragaescriba@yahoo.com.br

Chega de ficar implorando por reconhecimento, esperando sentados, de


braços cruzados, enquanto o Irmão ao nosso lado precisa de ajuda

do povo brasileiro? Que faz a Ordem? Pelo


menos influencia os vereadores, os deputa-
Fernando Paiva
dos, os senadores e até mesmo o presidente Tenho sempre a impressão que o Braga, meu amado Irmão,
da Repúblicas, Maçons e não Maçons para Tema maior que envolve as discussões O teu manifesto, se
extinguir os desmando, a roubalheira, o en- em torno da nossa Ordem são a posso assim chamar a tua
riquecimento ilícito ? Acho que nada disso ritualística e as realizações da Maçona-
tem sido feito. ria Brasileira no contexto de sua união, manifestação pró uma ma-
Não preciso enumerar aqui inúmeras coi- regularidade, reconhecimento e a vaida- çonaria verdadeira, sem
sas erradas, de coisas que não funcionam de generalizada por alfaias, graus que não
neste pais - saúde, educação, moradia, em- levam a nada em conhecimento e evolu-
bajulação e sectarismo, tem
prego, jogadas eleitoreiras nas distribuição ção, porque principalmente a ostentação o meu total apoio.
de verbas etc, etc - posto que tudo isso é do é seu maior objetivo. O silencio é muitas ve-
pleno conhecimento da nação. Este último Jornal do nosso Ir-
Será que só a Maçonaria do passado tinha mão Braga que o Ir. Maciel abaixo cita zes necessário para que
força numérica, senão moral? Será que só foi um, na minha opinião, chamamento ajamos com prudência,
aquela Maçonaria sabia conduzir sua atua- para os fatos, acontecimentos e a nossa
ção? realidade.
pois uma palavra mal dita
Creio que é necessário mudar. Mudar pri- Sinto também um enorme pode acarretar ferimentos
meiro no seio da própria Ordem, a fim de medo, melhor dizendo receio de se ex- não só nos desafetos, mas,
que sejam feitas boas sindicancias, que a primir sobre o assunto na maioria dos
nossa Sublime Ordem se torne UNIDA e Irmãos, sempre colocando seus quem sabe, fortalecer
mais forte, que se aja em prol do Brasil e posicionamentos de forma segredada aqueles a quem pretende-
dos inumeros Irmãos que estão desempre- após ou durantes as sessões, mas nunca mos também silenciar e,
gados, doentes, passando fome. abertamente em pronunciamentos e ou
Há que surgir a vontade de realizar e con- em matérias que são brilhantes em não havendo um ponto
cretizar, o que é tão falado em nossas ins- desenvolvedores na pequena voz. de partida, aqueles que
truções desde o tempo de Aprendizes. So- É uma questão que devemos
bretudo, realizar em favor da Ordem e, prin- nos posicionar, não só aqueles que pre-
buscam a desordem a terão
cipalmente, em favor do Brasil. tendem alcançar o que não conseguem, que fazer por conta própria
Ronaldo Costa - M.·.I.·. DA LOJA ANTO- mas principalmente aqueles que já atin- e não terão a quem acusar.
NIO MONTEIRO MARTINS Nº 139 giram o que imaginam ser este "olimpo".
GLMERJ Fernando Paiva Capisce???
Tino

Brasileira
12 JUNHO 2010
Jornalista
Responsável: Jaricé
Braga
78934617 - ID 55*438357*8
A VOZ DO
Escriba

Só existe um reconhecimento verdadeiro: cada Maçom brasileiro reconhe-


cer o Irmão que está a seu lado.
Só existe uma regularidade verdadeira: cada Potência lutar lado a lado para
unificar a Maçonaria brasileira.
É preciso que sejamos brasileiros de verdade. Maçons brasileiros.
O mais importante é o Brasil se unir e se reconhecer como verdadeiro
Maçom. Brasil Maçom. Brasil Livre. Brasil Irmão. Brasil Mestre de Si

Por uma Maçonaria


Mesmo. Brasil Grão-Mestre de sua própria Maçonaria.
O resto é balela.