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Respeitável Loja São Miguel nº.

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Sessão de Trabalhos, aos 4 dias de
Dezembro de 6006 Venerável Mestre,

Requerimento para tramitação em conformidade à GLRP:

Considerando:

1. Que o documento anónimo (sem assinatura ou origem identificada) atribuído ao


Muito Respeitável Vice-Grão Mestre e candidato a Grão-Mestre, Mário Martin
Guia, datado de Outubro de 6006, reflexivo e curricular, é omisso, a nível da
GLRP, em todo o seu percurso Maçónico, nomeadamente o mais recente, quanto
à sua condição de Obreiro Efectivo, inscrito e quotizante, regulamentarmente
tipificada pelo disposto em 1.e 3. do art.º 57º da CRG da GLRP,
2. Que a omissão expressa em 1. anterior foi de imediato constatada após
distribuição deste documento não assinado, no final da Sessão de Trabalhos
desta R:.L:., a 20 de Novembro de 6006, pelo Venerável Mestre, originando
pedidos de esclarecimento sequentes nos dias imediatos perante os Órgãos
competentes da GLRP, cuja documentação, em fotocópia se apensa, mas sem
que dela se consiga inferir desde quando o M:.R:.I:. Mário Martin Guia passou a
ser Obreiro Efectivo na R:.L:. Anderson n.º 16, sem prejuízo de iguais condições
antecedentes,
3. Que, em sequência de 2. anterior, embora o constante dos Anexos 3 e 4 ao
Decreto 66 de 20JUL6006 sejam Declarações sob palavra de honra quanto à
situação regular (tão generalizável nos Obreiros Efectivos pelo disposto no n.º 5
do art.º 57º. da CRG da GLRP ou isenções excepcionais de quotizações
sancionadas pela GLRP), é do conhecimento geral que as listagens expeditas de
presenças, nas Sessões de Trabalhos da R:.L:. Anderson n.º16, arrolam (ou
arrolavam) o M:.R:. I:. Mário Martin Guia como Obreiro Honorário, conforme
listagem (mapa-tipo de base) que se apensa em anexo,
4. Que, dizendo-se que aquando das votações a 21 de Novembro na R:.L:.
Anderson n.º 16, o M:.R:.I:. candidato Mário Martin Guia não exerceu o seu
direito de voto (opção aceitável em qualquer Irmão, mas ferindo, a ser verdade,
moralmente, em exemplo, os seus votantes numa tradição ancestral e Iniciática),
não sendo explícita, em redacção, a Acta das Eleições quanto ao disposto em 2.
do art.º 61.º da CRG da GLRP, ainda que se possa entender Decretos e
Regulamentos (no plural ?) por Decretos e Regulamento Geral emitidos pela
GLRP.,
5. Que, finalmente, quando já se aproximava a data de 4 de Dezembro para a
votações na R:.L:. a que pertenço, como Obreiro Efectivo, deparei na minha
revisão dos preceitos regulamentares aprovados (Decreto 66 de 20JUL6006 e
CRG da GLRP) com a contradição legal do disposto em 3. do art.º 11.º da CRG
da GLRP e o estipulado em 12-II do direito de voto, conferido pelo Decreto 66
já citado, o que pode relevar, salvo melhor opinião, à repetição do acto eleitoral
ou mesmo à sua impugnação, por ilegalidade formal dos cadernos eleitorais,

Pelo que procede e se apensa é lícito concluir:

1
I. Quão fácil, transparente e regulamentar teria sido esclarecer as dúvidas
implícitas e o evitar de rumores que já circulam (associando o não voto)
quanto à situação de regularidade de Obreiro Efectivo e quotizante, em
nexo causal com o M.:R:.I:. Mário Martin Guia, se tudo se baseasse, em
esclarecimento, no espírito do articulado do art.º 76.º da CRG da GLRP e
sua documentação, sem prejuízo do arrolamento do seu percurso maçónico
como Obreiro Efectivo e quotizante, aliás sempre reduzido por uma
continuidade que deriva de 1 e 7 do art.º 57 da CRG da GLRP e de uma
não prática usual de sistemáticos atestado de quite.
Mais do que impugnar uma candidatura, está a relevância e prestígio da
função de Grão-Mestre e de quem a exerce.

II. Que ao momento, por força do exposto em 5. anterior, se já me estava


limitado, em consciência, a plenitude do meu voto quanto a um dos
candidatos, tipifica, também e igualmente, o interesse maçónico a bem da
Ordem, para que, no mínimo, se proceda a uma repetição do acto eleitoral,
já que o teor do Decreto (sua apensação) não pode ilidir, em contrário, o
estipulado em 3. do art.º 11º da CRG da GLRP, a menos que tenha havido
deliberação do Órgão Soberano (art.º 4.º), o que não é crível por omissão
em 12-II do documento apenso ao Decreto 66 de 20JUL6006. Logo este
Decreto é uma violação grosseira, no tempo, da CRG da GLRP e o que se
encontra lavrado em 23-III, no seu Anexo, não o pode legitimar, podendo
mesmo duvidar-se se o Órgão Soberano da GLRP o levantou, já que não se
conhece sua deliberação e fundamentação quanto a ser detectada esta
violação regulamentar.

Assim:

Eu, João Manuel da Silva Santos Fernandes, Mestre Maçon, Obreiro Efectivo e
quotizante nesta Respeitável Loja de São Miguel n.º 17, face ao que se encontra
estipulado nos art.ºs 10º e 61.º (satisfazendo 1. e 2. deste último), ambos da CRG da
GLRP, venho requerer, alegando interesse maçónico a bem da Ordem, com a não
observância do Regulamento Geral da Obediência (ponto 5. arrolado em Considerando
e em II conclusivo, ambos retro) quanto ao seu n.º 3 do art.º 11º, ferida que está de
plenitude, ainda e também, a minha dualidade de opção de voto, conclusiva em I
anterior, a repetição do acto eleitoral, pelo que entrego o presente requerimento ao
Venerável Mestre desta Respeitável Loja, para tramitação em conformidade junto da
GLRP (a sigla respeita apenas o art.º 1º do Regulamento Geral),

Pede Deferimento,

Aos 4 dias de Dezembro de 6006, nesta R:.L:. de São Miguel n.º 17,