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A presente monografia constitui-se na pesquisa sobre “Orientação Educacional na Educação Infantil”.

A qual contribui para a reflexão crítica


sobre os problemas relativos ao processo ensino/aprendizagem e sobre as questões ligadas às relações entre os diversos segmentos
atuantes na escola, tendo em vista, a produção coletiva do projeto político pedagógico.
Partindo deste propósito, os Orientadores Educacionais trabalham a Orientação Educacional de forma sistemática na Educação Infantil?
Para se conhecer melhor uma criança e poder orientá-la de uma maneira mais apropriada, é necessário estudá-la em sua amplitude. Sendo
assim, é necessário contar com diferentes pontos de vista e competências profissionais. Em virtude das mudanças socioeconômicas e
culturais ocorridas na sociedade brasileira, a escola teve de reformular suas funções tradicionais, redefinir o seu papel e criar novos serviços
aumentando, assim, o número de pessoas envolvidas no processo educativo.
Neste ponto de vista, questiona-se qual a importância dos grupos multiprofissionais no atendimento pré-escolar de acordo com a realidade
brasileira, não de maneira isolada, mas sim como um todo?
Os grupos multiprofissionais no atendimento pré-escolar são de fundamental importância, para um entendimento mais adequado sobre a
orientação educacional de acordo com a realidade brasileira.
Assim, é necessário que se tenha em vista também a ação de outros profissionais, como os supervisores e psicólogos escolares. Este grupo
de pessoas deve trabalhar em conjunto, formando uma equipe e não de maneira isolada, para juntos conseguirem solucionar os problemas
existentes dentro das instituições educacionais. Pois, a escola acabou por assumir, gradativamente, a responsabilidade pelo desenvolvimento
integral do educando, em seus múltiplos aspectos: físico, intelectual, escolar, social, emocional, moral, vocacional, profissional, enfim, os
aspectos em relação aos quais a criança e o adolescente se desenvolvem enquanto nela permanecem.
A realização deste projeto visa à compreensão do papel fundamental da orientação educacional no atendimento da educação infantil.
Para isso, o objetivo principal desta monografia é o de onhecer o papel fundamental do Orientador Educacional na Educação Infantil dentro
das instituições educacionais. Através da identificação da trajetória da Orientação Educacional no Brasil. Conhecendo os princípios éticos na
atuação do Orientador Educacional, o trabalho do Orientador Educacional na Educação Infantil, investigando o que o Orientador Educacional
já vem desenvolvendo dentro de uma instituição educacional de educação infantil. E verificando ações que podem ser desenvolvidas pelo
Orientador Educacional na escola.
A metodologia apresentada para a realização desta pesquisa contou com a pesquisa bibliográfica, onde buscou-se suporte teórico para
concretizar o trabalho, e através da pesquisa de acampo, onde buscou-se informações com orientadores educacionais e professores da
educação infantil sobre o tema aqui estudado.
A pesquisa bibliográfica contou com o suporte dos seguintes autores: CABRAL (2005), CARREIRA (2003), FELTRAN (1990), GIACAGLIA e
PENTEADO (2000 e 2003), KUHLMANN JÚNIOR (2005), MAIA e GARCIA (1990), MARTINS (1992), MIALARETA (1976) e PENTEADO
(1976).
Onde se apresenta no primeiro capítulo a trajetória da orientação educacional no Brasil, com a formação dos orientadores educacionais, seu
papel dentro da escola, e sua função como profissional da educação.
O segundo capítulo apresenta as funções do orientador educacional na educação infantil, juntamente com a família e o lazer do aluno.
No terceiro capítulo são feitas considerações sobre princípios éticos na atuação do orientador educacional e sobre os fundamentos da
orientação educacional.
A metodologia utilizada na elaboração desta monografia é apresentada no quarto capítulo, onde são detalhados todos os passos dados pela
pesquisadora.
No quinto capítulo são apresentadas as análises dos dados obtidos com a pesquisa de campos.
E por último, nas considerações finais, são apresentados os resultados alcançados pela pesquisadora através desta pesquisa, a qual deixa
extremamente claro que a orientação educacional é relevante para o sucesso do processo de ensino-aprendizagem escolar, pois auxilia tanto
professores como alunos e a família a ter prazer em participar do cotidiano da escola, e o prazer é o estímulo da vida.

extratos mais Orientação educacional

[...] • Entusiasmo para contagiar de otimismo o educando. • Domínio e vivência prática dos princípios de Psicologia das Relações Humanas a
fim de relacionar-se bem com os agentes educativos e com os educandos. • Ilibadas qualidades morais, bom senso, justiça, veracidade a fim
de levar o educando à auto-educação pelo exemplo de vida. • Estímulo às relações entre as pessoas, nas comunidades a que pertencem e
nas instituições da sociedade. (MARTINS, 1992, p.31) 1.2 O PAPEL DO ORIENTADOR EDUCACIONAL Uma reportagem apresentada pela
revista Nova Escola (março/2003) ressalta algumas atribuições no Orientador Educacional. [...]

[...] Não cabe ao Orientador Educacional levar ao aluno a confrontar-se com os valores da família. Quanto aos limites em uma relação de
ajuda, o orientador Educacional precisa se conscientizar das suas condições e preparo para prestar uma ajuda efetiva. Este não deve ir além
do que é capaz. Nos casos mais difíceis, em relação aos quais não se sinta seguro e apto, não deve assumir sozinho o aconselhamento,
mas, sim, procurar o auxílio de outros profissionais. 3.1 FUNDAMENTOS DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL Segundo FELTRAN (1990, p.
[...]

[...] Orientação Educacional. São Paulo: Edição nº. 16 de Março de 2003. Disponível em Acessado em 01/07/2005. FELTRAN, Regina Célia
de Santis. Orientação educacional na pré-escola. Campinas, SP: Papirus, 1990. GIACAGLIA Lia Renata Angelini, PENTEADO, Wilma Millan
Alves. Orientação educacional na prática: princípios, técnicas, instrumentos. São Paulo, SP: Pioneira Educação, 2000. _____________
Orientação educacional na prática: princípios, técnicas, instrumentos. São Paulo, SP: Pioneira Educação, 2003. KÖCHE, José Carlos.
Fundamentos de Metodologia Científica: Teoria da Ciência e prática da Pesquisa. 16. [...]

[...] Ainda segundo esse autor ... a criança é um ser vivo que vive num ambiente. Conhecer a criança é conhecer, simultaneamente, a sua
realidade biológica, a sua realidade psicológica e o meio em que se desenvolve; é também conhecer a sua historia, as suas experiências e as
sucessivas etapas da sua formação. A educação não deve manter-se passiva perante a evolução da criança, deve atuar respeitando a
realidade infantil sem mutilar nem a traumatizar. 1.1 A FORMAÇÃO DO ORIENTADOR EDUCACIONAL MARTINS (1992, p. [...]

[...] Porém sabe-se que, atualmente, não é somente papel do orientador educacional promover a integração família-escola-comunidade. Hoje,
todos os membros da instituição têm a incumbência de desempenhar esse importante papel, o de promover a integração entre estas
instituições – família-escola - tão importantes para o desenvolvimento da criança e do jovem. GIACAGLIA e PENTEADO (2000) ressaltam
também que a atuação da escola em relação ao aluno é bastante ampla e diversificada, não se atendo apenas aos aspectos de
aprendizagem de conteúdos escolares. [...]
Orientação educacional e sua aplicação
O Orientador Educacional surgiu para suprir uma necessidade da sociedade burguesa em relação à falta de mão-de-obra especializada em
diversos setores da indústria, mas com o passar do tempo, foi se tornando indispensável na equipe técnica da escola, onde vem
desenvolvendo inúmeras funções, assim como em outros setores da sociedade. Diante das perspectivas atuais da escola, o Orientador
Educacional aparece como mediador da relação escola x comunidade, á frente de projetos e ações que auxiliam tanto o grupo técnico,
pedagógico, quanto os educandos, no entendimento das relações inter-pessoais, como na procura de soluções de problemas de toda ordem
da esfera escolar.De ferramenta de manutenção de uma sociedade capitalista, burguesa e neoliberal, o orientador passa agora, a ajudar na
recuperação dos estragos que o sistema capitalista preconiza nas comunidades mais pobres.
A função do orientador educacional vem sendo discutida atualmente no âmago das escolas, talvez justamente por este acarretar muitas
funções que não são suas, e assumir desorientadamente ofícios de outros profissionais da escola. Ou por desconhecerem seu papel ou pela
própria escola não ser estruturada como deveria, ou ainda por que continuam exercendo o papel de ajudar a manter a ordem estabelecida da
sociedade em que estão inseridos, assim como faziam os primórdios da sua profissão.
Porém veremos neste texto que o orientador educacional tem outras áreas de atuação que vai além dos muros da escola. E muito mais
importante é sua função como agente colaborador de mudança de uma sociedade injusta em uma um pouco mais igualitária. Contudo o
orientador educacional deve dar jus ao nome de sua função, e realmente trabalhar em prol da comunidade em que vive.
Para compreender melhor como vem sendo organizado o trabalho do orientador, e para onde vai faremos um pequeno resgate histórico
dessa profissão.
Segundo Collares (2007), a orientação formal surgiu nos Estados Unidos, no século XIX, e foi formalmente instalada nas escolas no século
XX, tendo como principal objetivo suprir as necessidades da sociedade burguesa que em plena era industrial, precisava de gente
(trabalhadores), preparados nas mais diversas áreas de cada empresa, para que fossem capazes de exercer as partes de cada trabalho, mas
claro sem tomar conhecimento do todo.
Para isso surgiu o trabalho do Orientador Educacional, que a princípio, era realizado pelas próprias empresas, mas depois, foram criados
escritórios de orientação profissional, visando orientar os indivíduos sobre as várias opções que se dispunha, claros com base em suas
“próprias capacidades”. Posteriormente esse trabalho passa a ser solicitado no interior da escola, para orientar os educandos nos planos de
carreira e estudos conforme suas aptidões, passando assim a ser denominado de Orientação Educacional. Em consonância com a psicologia
científica, a orientação educacional elaborou testes psicológicos de inteligência, de personalidade, de interesses, capazes de detectar
diferenças individuais, tornando-se um modo de persuasão psicológica.
Citação contra capa

“Claro que há respostas certas e erradas. O


equivoco está em ensinar ao aluno que é disto
que a ciência, o saber, a vida são feitos. E com
isto, ao aprender as respostas certas, os alunos
desaprendem a arte de se aventurar e de errar,
sem saber que, para uma resposta certa,
milhares de tentativas erradas devem ser feitas.
Espero que haja um dia em que os alunos serão
avaliados também pela ousadia de seus vôos...
Pois isto também é conhecimento”
Rubem Alves