You are on page 1of 6

DIFERENTES MÍDIAS E TRATAMENTO DA

INFORMAÇÃO: a utilização inadequada de imagens


pessoais através da internet1

Felippe Moreira Couto dos Santos, João Rafael Valente,


Marcio Barreto Reis, Rodolfo Átila de Souza Costa,
Rodrigo Souza da Silva, Rueverton Santos Caetano2

RESUMO

A
fazer...................................................................................................................................
.......................................................

Palavras – chave: Paper. Metodologia do trabalho científico. Redação científica.


Prática acadêmica.

Belém – PA
2011

1
Paper apresentado às disciplinas de Hermenêutica Jurídica, Direito Civil – Obrigações e Direito
Processual Civil I, como parte da avaliação referente à 2º NI da turma 3DIN1 do curso de direito
da Universidade da Amazônia – UNAMA.
2
Alunos do curso de bacharelado de direito da Universidade da Amazônia – UNAMA.
1 INTRODUÇÃO

Esta sistematização se dá em virtude de haver um singular público que


desconhece a forma como o paper é concebido, caracterizado e qual sua função
para academia.
Tem como objetivo basilar, contribuir para o processo de ensino-
aprendizagem, apresentandocaminhos metodológicos para a produção de
documentos com característica de paper.
Utilizou-se como metodologia a pesquisa bibliográfica (textos científicos e as
normas da ABNT, especialmente a norma de Resumo – NBR 6028, Artigo em
publicação periódica científica impressa – NBR 6022, Referências – 6023, Citações
em documentos – 10520 e Numeração progressiva das seções de um documento
escrito – NBR 6024) e pesquisa eletrônica, tendo em seu universo a Faculdade de
Ciências e Tecnologia Mater Christi e como público alvo alunos, funcionários e
docentes.
A frente será mostrada uma série de opiniões a respeito da concepção e
aplicação do Paper no meio acadêmico, assim como orientá-lo, metodologicamente,
na produção de um paper.

2 A UTILIZAÇÃO INADEQUADA DE IMAGENS PESSOAIS ATRAVÉS DA


INTERNET

Hoje em dia com o grande avanço da tecnologia o mundo acaba se tornando


cada vez ‘menor’, os meios, a facilidade, a praticidade acaba deixando com que as
noticias se espalhem cada vez mais rápido. Atualmente com toda essa tecnologia
você pode bater uma foto de alguém ou de alguma coisa e em alguns segundos é
possível colocar em diversas redes sociais, que poderá ser vista pelo mundo.
A facilidade que uma pessoa tem tanto de achar quanto de colocar coisas na
internet acaba lesando com a imagem de outras, que acabam sendo vitimas e tendo
seu direito de imagem violado.
Um grande problema é que certas imagens de momentos íntimos acabam
sendo divulgadas na internet violando o direito de imagem da pessoa. “Há vitimas”
que se divorciaram por fotos tiradas e divulgadas na internet, por motivos fúteis. No
entanto aquele que divulga imagem de terceiros mesmo que não tenha ‘maldade’, ou
intenção de fins financeiros está cometendo um ato ilícito caso o divulgado não
autorize.
Afirmasse que a internet é uma das formas mais grave de violação, pois uma
vez que seja divulgada nesse meio social jamais poderá ser apagada. Poderá ser
retirada da internet, já que as pessoas “baixam” esses arquivos e armazenam em
seus computadores espalhando posteriormente o material. Com isso há casos da
pessoa ofendida ter até mesmo problemas psíquicos devido ao “trauma” divulgado.
Existem, em nosso ordenamento jurídico, diversos dispositivos legais,
capazes de reparar possíveis danos causados por o uso indevido de imagem entre
eles está o direito de personalidade e imagem.
Orlando Gomes conceitua o direito da personalidade como:

direitos essenciais ao desenvolvimento da pessoa humana, que a doutrina


moderna preconiza e disciplina, no corpo do Código Civil, como direitos
absolutos. Destinam-se a resguardar a eminente dignidade da pessoa humana,
preservando-a dos atentados que pode sofrer por parte de outros indivíduos.

A Constituição Federal de 1988 tutelou os direitos da personalidade no seu


art. 5.º, X, que diz:

Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:

X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das


pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral
decorrente de sua violação;

Existe um capitulo no Código Civil de 2002 dispondo sobre os direitos da


personalidade, que vai do artigo 11 ao 21. O artigo 12 do Código Civil garante a
reparação de danos causados à personalidade da pessoa.

Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da


personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções
previstas em lei.

Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a


medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em
linha reta, ou colateral até o quarto grau.
O direito de imagem se trata de uma vertente do direito de personalidade,
sendo citado no artigo 20 do Código Civil, que diz

Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à


manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da
palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa
poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que
couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se
destinarem a fins comerciais.

Em casos de uso inadequado de imagem através da internet o indivíduo que


se sentir lesado deve procurar preservar a prova de vinculação da imagem por meio
de Ata Notarial, ou seja, comparecer a um cartório de notas para requisitar ao
escrivão que acesso o endereço do site e registre em ata a visualização do
conteúdo; tal como, juntar provas materiais que comprovem possíveis danos
provocados com a vinculação da imagem na internet, e ainda possível identificação
do IP da máquina que gerou inclusão da imagem na internet.
O autor tem a possibilidade de ajuizar ação de obrigação de fazer pelo
procedimento sumário, com pedido de tutela antecipada para retirada da imagem
vinculada, atrelada ao pedido de dano moral em virtude das circunstâncias
constrangedoras causadas com a exposição da imagem.
Na petição inicial, deve-se alencar os fatos pertinentes ao pedido
demonstrando a ilicitude da manifestação do réu, dentre outros: violação ao direito a
honra, ignorar o direito de imagem e direitos fundamentais (art. 5º, X da CF). Tendo
por base ainda os pressupostos do Código Civil Brasileiro, sito, artigos 12, 16, 17, 20
e 52.
Quanto aos pedidos, a petição inicial deve ater-se a distribuição por
dependência do feito, na forma do art. 253, I c/c art. 103 do CPC; Concessão de
Tutela Antecipada determinando a imediata exclusão do site, e ou, das imagens;
Expedição de Ofício ao provedor de Internet, para assegurar o resultado prático da
medida; Concessão de Tutela Inibitória (inaudita altera pars), proibindo o réu de exibir
no mesmo ou em outro site da internet; Citação do requerido; a produção de todos
os meios de prova em Direito admitidos além das provas anexadas à ação; Sejam,
ao final, julgados procedentes os pedidos do Autor, confirmando-se a tutela
antecipada para o fim de se inibir o Réu de exibir no mesmo ou em outro site da
Internet, páginas que contenham expressões injuriosas, sob pena de multa diária a
ser fixada pelo Juízo; e por fim, o Valor da Causa.
EX:
...
PEDIDOS

27. Em face de todo o exposto, respeitosamente requer-se:

a) - A distribuição por dependência do presente feito, na forma do art. 253, I c/c art. 103 do Código de
Processo Civil;

b) - A concessão de tutela antecipada, "inaudita altera pars", para o fim de se determinar a imediata
exclusão do site ..... das páginas que utilizem a logomarca / logotipo do Autor; a imagem do seu
Presidente, e daquelas que contenham expressões injuriosas, especialmente aquelas onde se atribui ao
Autor a prática de mentira e ao seu pessoal a condição de trogloditas;

b.1) - Para assegurar o resultado prático da medida, requer-se a expedição de ofício ao provedor de
Internet, ......, localizado na Rua ........., n.º ........, cidade ......., estado ......., ......, bairro .....,
(fones: ......., ........... e fax: .......), a ser cumprido pela via mais célere possível (fac-símile), a fim de que
o provedor de Internet proceda a retirada das páginas referidas.

c) - A concessão de tutela inibitória, "inaudita altera pars", proibindo-se os Réus de exibirem no mesmo
ou em outro site da Internet páginas que contenham expressões injuriosas; que utilizem a logomarca /
logotipo do Autor ou a imagem do seu Presidente, sob pena de multa diária a ser fixada pelo Juízo;

d) - A citação dos Requeridos, sendo que o endereço do segundo será fornecido após diligências do
Autor nesse sentido, para que, querendo, compareçam em audiência a ser designada por este Juízo,
quando deverão apresentar defesa, sob pena de revelia;

e) - A produção de todos os meios de prova em Direito admitidos, em especial a testemunhal, na


pessoa de ........, brasileiro, casado, Advogado, com endereço profissional no mesmo endereço do
Autor; documental e pericial, a fim de comprovar a existência e o conteúdo do site objeto desta Ação;

f) - Sejam, ao final, julgados procedentes os pedidos do Autor, confirmando-se a tutela antecipada para
o fim de se inibir os Réus de exibirem no mesmo ou em outro site da Internet, páginas que contenham
expressões injuriosas; que utilizem a logomarca / logotipo do Autor ou a imagem do seu Presidente, sob
pena de multa diária a ser fixada pelo Juízo.

28. Dá-se à causa o valor de R$ ........ (..........), para efeitos fiscais.

Realizadas as observações legais existentes, vemos que o uso da imagem


independente de ser na internet, no mundo virtual, possui restrições legais, salvo
esses limites, percebemos que há situações onde a utilização tem caráter lícito,
exemplo: temos divulgado na internet o retrato falado de assaltante, o assaltante não
poderia se opor a exibição de sua imagem. No entanto, o que comumente ocorre na
internet, é a utilização da imagem visando denegrir o individuo, ou até mesmo por
“simples diversão”, não observando por vezes que a velocidade da informação no
meio virtual é gigantesca, podendo o mundo, em segundos, saber o que a pessoa
esta fazendo, e lembrando todo aquele que usa imagem de terceiros, sem a devida
autorização do divulgado, comete ato ilícito. No caso da internet, devida a rápida
divulgação, os resultados são incalculáveis, podendo causar graves danos
psicológicos no divulgado.
Para avaliar os casos de utilização inadequada na internet de imagens
pessoais o jurista, acaba por utilizar o processo de interpretação lógico-sistemático,
onde ele vai observar a conexão do preceito legal com o lugar onde se
acha(internet), e sua relação com os demais preceitos legais existentes, de forma a
integrar tudo em um entendimento coerente. Dessa forma a hermenêutica jurídica
pode elucidar a norma objeto de interpretação, através de elementos lógicos
disponíveis e dos princípios mais gerais e abstratos existentes.
O dever de reparar o dano causado, se encontra no sistema jurídico, sendo
assim se encontrado um site que hóspede imagens sem a devida autorização,
poderá ser interpretado considerando a situação que o provedor é o culpado pelo ato
ilícito, caso não seja encontrado o efetivo causador do ato, isso ocorre devido o
provedor ser o responsável pelas informações e cadastros, além de ter que mantelas
por no mínimo três anos.