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CURSO DE DIREITO

REGULAMENTO DA METODOLOGIA DO ESTUDO DO CASO CONCRETO


APLICADA NO CURSO DE DIREITO DA UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

Dispõe sobre normas para aplicação da metodologia


do estudo do caso concreto e do sistema de avaliação
de conhecimentos no âmbito do Curso de Direito.

TÍTULO I

DA METODOLOGIA E DAS COLETÂNEAS DE EXERCÍCIOS

Art. 1º. A metodologia de ensino aplicada no Curso de Direito da Universidade Estácio de Sá


é centrada na articulação entre a teoria e a prática, com vistas a desenvolver o raciocínio
jurídico do aluno, e se instrumentaliza nas Coletâneas de Exercícios adotadas nas aulas.

§ 1º. A Metodologia do Estudo do Caso Concreto deverá abarcar de forma interdisciplinar os


vários ramos do Direito e permitir o exercício constante da pesquisa, bem como a análise de
conceitos e a discussão de suas aplicações.

§ 2º. As Coletâneas de Exercícios deverão contemplar casos práticos e interdisciplinares,


preferencialmente os originários de julgados dos tribunais, para serem desenvolvidos em sala
de aula, com simulação de situações de provável ocorrência na vida profissional e que
retratem, de modo abrangente, os conteúdos dos programas das disciplinas.

§ 3º. As Coletâneas de Exercícios serão elaboradas e/ou organizadas pelo coordenador e


pelos docentes da disciplina e disponibilizadas para os alunos ao início de cada semestre
letivo.
T Í T U L O II

DAS ATRIBUIÇÕES DO ALUNO

Art. 2º. Compete ao aluno, sob orientação do docente, desenvolver pesquisa prévia dos
pontos relevantes pertinentes ao estudo dos casos, envolvendo a legislação, a doutrina e a
jurisprudência, de forma a preparar-se para discussões em sala de aula.

§ 1º. Antes do início de cada aula, o aluno depositará sobre a mesa do professor o material
relativo aos casos pesquisados e pré-resolvidos, destinados à pontuação, para que o docente
rubrique e o devolva na própria aula.

§ 2º. Após a discussão e solução dos casos em sala de aula, o aluno deverá aperfeiçoar o seu
trabalho, com indicação de doutrina e/ou jurisprudência, e entregá-lo organizado de forma
cronológica, em pasta própria, de que conste o nome, matrícula e disciplina, anexando os
trabalhos rubricados pelo professor, até a AV1 e a AV2, respectivamente, para atribuição de
pontuação (zero a dois), que será somada à que foi atribuída à AV1 e AV2 (zero a oito). A
entrega tempestiva dos exercícios será obrigatória, para efeito de lançamento dos graus
respectivos (zero a dois), independentemente do seu comparecimento às provas.

§ 3º. A pontuação relativa à coletânea de exercícios na AV3 (zero a dois) será a média
aritmética entre os graus atribuídos aos exercícios apresentados até a AV1 e a AV2 (zero a
dois).

§ 4º. A eventual pontuação nos casos apresentados em momento distinto do indicado no § 1º


deste artigo, qualquer que seja a alegação do aluno, notadamente falta às aulas anteriores,
fica a critério do docente.

§ 5º. A pontuação referente aos casos desenvolvidos em aulas não assistidas, em razão da
inclusão de disciplina após o início das aulas pelo aluno na condição de TE, TI, MSV, ou
matrícula retardatária fica a critério do docente.
TÍTULO III

DAS ATRIBUIÇÕES DO DOCENTE

Art. 3º. Compete ao docente recolher, antes do início de cada aula, os trabalhos de pesquisa
referentes às Coletâneas de Exercícios desenvolvidos e datados pelos alunos e rubricá-los de
modo a exercer controle eficaz sobre a atividade dos estudos realizados.
Parágrafo único: A cobrança dos exercícios pelo professor será obrigatória, assim como o
lançamento dos graus respectivos, independentemente do comparecimento do aluno às
provas.

Art. 4º. O docente deverá usar os casos da Coletânea de Exercícios, alternativamente, como
motivação para o estudo do tema de aula ou no seu desenvolvimento, seja por meio do
método dedutivo seja do indutivo. Os casos não devem ser utilizados apenas como exercício
de fixação no final da aula, por não alcançar a finalidade a que se destinam.

Art. 5º. Na atribuição de pontuação (zero a dois) pelo total dos casos desenvolvidos e
pertinentes a cada avaliação (AV1 e AV2), o docente deverá selecionar apenas três que lhe
pareçam mais representativos na aferição dos conhecimentos e lhes atribuir até um ponto, de
acordo com o desempenho de cada aluno na tentativa de solucioná-los. Os três casos
selecionados constarão, obrigatoriamente, indicados pelo número e respectiva aula, no
frontispício do papel das questões da avaliação para conhecimento dos alunos. O outro
ponto será outorgado na avaliação do conjunto de casos resolvidos pelo aluno.
Parágrafo único: A atribuição de pontos não deverá levar em conta apenas o acerto na
solução dos casos, mas, principalmente, o empenho do aluno na atividade.

Art. 6º. Pode constituir falta funcional grave o fato de o docente não aplicar a metodologia de
que trata este Regulamento ou atribuir pontos já aproveitados como complemento da
pontuação de avaliação, notadamente à AV2, quando unificada, como compensação por não
aplicação da metodologia.

Art. 7º. Os trabalhos de pesquisa dos casos concretos, entregues na forma do § 2º do art. 2º
deste Regulamento, serão restituídos aos alunos juntamente com a avaliação corrigida (zero a
oito pontos), da qual deverá constar, de forma discriminada, a avaliação de que trata o art. 5º
deste Regulamento (zero a 2,0 pontos), ressalvada a fórmula utilizada para pontuação dos
exercícios na AV3, mencionada no § 3º do artigo 2º desse Regulamento.

TÍTULO IV

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 9º. Ficam mantidas todas as normas do Regulamento Interno de Provas do Curso de
Direito, tanto que se compatibilizam com as deste Regulamento.

Art. 10. Os casos omissos serão resolvidos pela Coordenação Geral do Curso de Direito.

Art. 11. Este Regulamento entrará em vigor e será aplicado a partir do semestre letivo
2006.2, ficando revogadas as disposições em contrário.

Art. 12. As disciplinas de Prática Jurídica continuarão a regular-se por normas próprias.