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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI CAMPUS ALTO PARAOPEBA ENGENHARIA MECATRÔNICA Protocolo Hart Eduardo Luiz Costa

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI

CAMPUS ALTO PARAOPEBA

ENGENHARIA MECATRÔNICA

Protocolo Hart

Eduardo Luiz Costa João Paulo Cardozo Pedro Henrique Rezende Neto

Professor: Mário Cupertino da Silva Júnior

Ouro Branco

2013

Roteiro • Objetivo • Introdução • Protocolo Hart • Objetivos do Protocolo • Funcionamento do Protocolo

Roteiro

Objetivo Introdução Protocolo Hart Objetivos do Protocolo Funcionamento do Protocolo Características do Protocolo Comandos do Protocolo Topologias e Arquiteturas

Roteiro • Vantagens e Desvantagens do Protocolo • Metodologia de Construção e Comunicação • Aplicabilidade na

Roteiro

Vantagens e Desvantagens do Protocolo

Metodologia de Construção e Comunicação

Aplicabilidade na Indústria

Exemplos de Aplicação em Diversos Setores

Motivos que justificam sua Implantação

Problemas que podem ocorrer na implantação ou uso

Possíveis Soluções para os Problemas Conclusão Referências Bibliográficas

Objetivo Fazer o estudo Hart. e a análise do Protocolo

Objetivo

Fazer o estudo Hart.

e

a

análise do Protocolo

Introdução • Desenvolvido pela empresa Fisher Rousemount na década de 80. • Comunicação entre componentes inteligentes.

Introdução

Desenvolvido pela empresa Fisher Rousemount na década de 80. Comunicação entre componentes inteligentes. Sobreposição do sinal digital sobre o analógico.

Sobreposição do sinal digital sobre o analógico 4-

20mA.

Em 2007, é desenvolvido o HART sem fio, WirelessHART.

Protocolo Hart • O protocolo Hart é um protocolo do tipo mestre/escravo. • O protocolo HART

Protocolo Hart

O protocolo Hart é um protocolo do tipo mestre/escravo.

O protocolo HART utiliza apenas as camadas física, de enlace e de aplicação.

Sinal Hart Protocolo Hart • O protocolo HART faz uso do padrão Bell 202 de chaveamento

Sinal Hart

Protocolo Hart

O protocolo HART faz uso do padrão Bell 202 de chaveamento por deslocamento de

freqüência (FSK) para sobrepor os sinais de

comunicação digital ao sinal analógico de

4-20mA.

O sinal FSK é contínuo em fase, não impondo nenhuma interferência sobre o sinal analógico

Permite além da transmissão da informação desejada, ele possibilita a transmissão de

informações adicionais.

Protocolo Hart Mensagem Hart • Estrutura da mensagem enviada pelo sinal HART digital: Figura 1 -

Protocolo Hart

Mensagem Hart

Estrutura da mensagem enviada pelo sinal HART digital:

Protocolo Hart Mensagem Hart • Estrutura da mensagem enviada pelo sinal HART digital: Figura 1 -

Figura 1 - Estrutura da Mensagem Hart

Objetivos do Protocolo Os principais objetivos do Protocolo Hart são: • Prover a comunicação confiável entre

Objetivos do Protocolo

Os principais objetivos do Protocolo Hart são:

Prover a comunicação confiável entre os vários sistemas de informação; Melhorar o fluxo e o acesso às informações; Agilizar as tomadas de decisões administrativas facilitando a comunicação entre seus usuários.

Princípios de Funcionamento Sistema de controlador sem o Protocolo Hart. Figura 2 – Sistema de Controlador

Princípios de Funcionamento

Sistema de controlador sem o Protocolo Hart.
Sistema
de
controlador
sem
o
Protocolo
Hart.

Figura 2 Sistema de Controlador sem o HART

Princípios de Funcionamento Sistema de controlador com o Hart. Protocolo Figura 2 – Sistema de Controlador

Princípios de Funcionamento

Sistema de controlador com o Hart.
Sistema
de
controlador
com
o
Hart.

Protocolo

Figura 2 Sistema de Controlador com o HART

Características do Protocolo As características do Protocolo HART são: • Protocolo simples, de fácil operação e

Características do Protocolo

As características do Protocolo HART são:

Protocolo simples, de fácil operação e manutenção; Compatível com a instrumentação analógica; Sinal analógico e comunicação digital; Opção de comunicação ponto a ponto ou multidrop;

Acesso de dados de maneira flexível usando-se até dois mestres;

Suporta equipamentos multivariáveis;

500 ms de tempo de resposta (com até duas transações);

Totalmente aberto com vários fornecedores.

Comandos do Protocolo Existem quatro classes de Comandos, são eles: • Comandos Universais • Comandos de

Comandos do Protocolo

Existem quatro classes de Comandos, são eles:

Comandos Universais Comandos de Práticas Comuns Comandos Específicos de Dispositivos Comandos de Famílias de Dispositivos

Comandos do Protocolo Tabela 1 – Comandos do Protocolo Hart Comandos Universais Comandos Específicos de Dispositivos

Comandos do Protocolo

Tabela 1 Comandos do Protocolo Hart

Comandos Universais

Comandos Específicos de Dispositivos

Leitura do fabricante e do tipo de dispositivo

Funções específicas do modelo

Leitura das variáveis Leitura da corrente de saída

Opções especiais de calibração

Leitura de mais de 4 variáveis dinâmicas predefinidas

Iniciar, parar e resetar totalizador

Mudança de Limite Inferior

Selecionar variável primária

Ajuste de Zero e Span

Habilitar PID

Inicio de auto-teste

Mudança de Set Point

Número de série

Ajuste de parâmetros de sintonia

Valores de constante de tempo

 
Topologias • O protocolo permite o uso de até dois mestres que podem se comunicar com

Topologias

O protocolo permite o uso de até dois mestres que podem se comunicar com um instrumento escravo em uma rede Hart.

O protocolo Wired Hart apresenta dois

tipos de topologias: ponto a ponto ou

multidrop.

Topologias • Ponto a Ponto Figura 4 – Dois Mestres acessam uma informação de um mesmo

Topologias

Ponto a Ponto

Topologias • Ponto a Ponto Figura 4 – Dois Mestres acessam uma informação de um mesmo

Figura 4 Dois Mestres acessam uma informação de um mesmo escravo.

Topologias • Ponto a Ponto Figura 4 – Dois Mestres acessam uma informação de um mesmo

Figura 5 Comunicação Mestre-Escravo.

• Multidrop Topologias Figura 6 – Topologia Multidrop.

Multidrop

Topologias

• Multidrop Topologias Figura 6 – Topologia Multidrop.

Figura 6 Topologia Multidrop.

Topologias • O protocolo Wireless Hart apresenta três tipos de topologias: rede estrela, malha de rede

Topologias

O protocolo Wireless Hart apresenta três tipos de topologias: rede estrela, malha de rede e malha de rede estrela.

Topologias • O protocolo Wireless Hart apresenta três tipos de topologias: rede estrela, malha de rede

Figura 7 Topologias Wireless Hart

Vantagens e Desvantagens Vantagens: Usa o mesmo par de cabos para o 4 a 20 mA

Vantagens e Desvantagens

Vantagens:

Usa o mesmo par de cabos para o 4 a 20 mA e para a comunicação digital; Usa o mesmo tipo de cabo utilizado na instrumentação analógica; Disponibilidade de equipamentos de vários fabricantes; Transmissão simultânea de dados digitais; Simplicidade graças a interfaces intuitivas acionadas por menus; Redução de riscos por meio de um protocolo altamente preciso e sólido; Facilidade de implementação para maximizar a eficácia de custos iniciais; Vasta seleção de produtos, com dispositivos e aplicativos de software compatíveis com a maior parte de fornecedores de automação de processos; Independência de plataforma para interoperabilidade completa com ambientes de múltiplos fornecedores.

Vantagens e Desvantagens Desvantagens: • Limitação quanto à velocidade de transmissão das informações; • Falta de

Vantagens e Desvantagens

Desvantagens:

Limitação quanto à velocidade de transmissão das

informações;

Falta de economia de cabeamento (precisa-se de um

par de fios para cada instrumento).

Metodologia de Construção e Comunicação Para a escolha do dispositivo Hart ideal, deve-se levar em consideração

Metodologia de Construção e Comunicação

Para a escolha do dispositivo

Hart ideal,

deve-se levar em consideração os seguintes fatores:

Variáveis a serem medidas; Tipo de acesso do controlador; Taxa de atualização de Entrada/Saída; Recursos para a calibração do instrumento;

Metodologia de Construção e Comunicação Comissionamento de Dispositivos O processo de comissionamento de um dispositivo inclui

Metodologia de Construção e

Comunicação

Comissionamento de Dispositivos

O

processo

de

comissionamento

de

um

dispositivo inclui algumas características, são elas:

Verificação de Dispositivos; Verificação da Integridade da Malha; Armazenamento de Registros;

Metodologia de Construção e Comunicação Configuração de Dispositivos O protocolo HART possui diversas maneiras de acesso

Metodologia de Construção e

Comunicação

Configuração de Dispositivos

O protocolo HART possui diversas maneiras de acesso às informações nos dispositivos

habilitados, são elas:

Configuração com Comunicadores Portáteis; Comunicação através de Computador

Metodologia de Construção e Comunicação Configuração de Dispositivos Figura 8 – Dispositivos para comunicação.

Metodologia de Construção e

Comunicação

Configuração de Dispositivos

Metodologia de Construção e Comunicação Configuração de Dispositivos Figura 8 – Dispositivos para comunicação.
Metodologia de Construção e Comunicação Configuração de Dispositivos Figura 8 – Dispositivos para comunicação.

Figura 8 Dispositivos para comunicação.

Metodologia de Construção e Comunicação Integração dos Dispositivos Para potencializar a eficiência dos dispositivos de campo

Metodologia de Construção e

Comunicação

Integração dos Dispositivos

Para potencializar a eficiência dos dispositivos

de campo inteligentes, existem algumas maneiras de integrar os dados Hart, dentre essas maneiras,

destacam-se:

Integração Ponto a Ponto; Integração Hart a Analógico; Integração Hart mais Analógico; Integração Total Hart; Integração Hart a Rede de Fábrica.

Metodologia de Construção e Comunicação Integração dos Dispositivos Figura 9 – Integração dos Dispositivos.

Metodologia de Construção e

Comunicação

Integração dos Dispositivos

Metodologia de Construção e Comunicação Integração dos Dispositivos Figura 9 – Integração dos Dispositivos.

Figura 9 Integração dos Dispositivos.

Metodologia de Construção e Comunicação Calibração dos Dispositivos O processo de calibração consiste em três etapas,

Metodologia de Construção e

Comunicação

Calibração dos Dispositivos

O processo de calibração consiste em três etapas, são elas:

Transformação das Variáveis de Processo; Escalamento das Variáveis de Processo; Geração de Sinal.

Metodologia de Construção e Comunicação Cabeamento dos Dispositivos Existem algumas diretrizes a seguir para o cabeamento

Metodologia de Construção e

Comunicação

Cabeamento dos Dispositivos

Existem algumas diretrizes a seguir para o cabeamento de um instrumento Hart, são eles:

Utilizar cabeamento blindado de par trançado; Aterra em um único ponto; Garantir alimentação de energia elétrica;

Permanecer abaixo do comprimento máximo de cabo permitido.

Aplicabilidade na Indústria Monitoramento e controle de processo: • Instrumentos multivariáveis; • Medições Ad-Hoc em curto

Aplicabilidade na Indústria

Monitoramento e controle de processo:

Instrumentos multivariáveis;

Medições Ad-Hoc em curto prazo;

Calibragem de nível de tanque;

Melhoramento de infra-estrutura da planta/instrumento;

Controle supervisório e de processo não-crítico.

Aplicabilidade na Indústria Gerenciamento de ativos • Verificar e validar com rapidez as configurações de dispositivos

Aplicabilidade na Indústria

Gerenciamento de ativos

Verificar e validar com rapidez as configurações de dispositivos e malhas de controle;

Utilizar diagnósticos remotos para reduzir verificações de campo desnecessárias;

Capturar dados de tendência de desempenho para diagnósticos de manutenção preventiva;

Reduzir custos de inventários de sobressalentes e de gerenciamento de dispositivos.

Exemplos de Aplicação • Petrolífera – Shell Scotford: Objetivos: Expansão da produção/migração de rede; Soluções: Utilizar

Exemplos de Aplicação

Petrolífera Shell Scotford:

Objetivos: Expansão da produção/migração de rede;

Soluções: Utilizar aparelhos de calibragem virtual;

Aparelhos críticos do processo calibrados no padrão 4-20mA;

Centro de controle da rede;

Resultados: Expansão segura e eficiente; Soluções de problemas em aparelhos em tempo

real;

Manutenção preditiva e preventiva;

Economia superior a U$7,1 milhões;

Exemplos de Aplicação • Energética – WE Energies: Objetivos: Segurança quanto ao vapor de dois geradores;

Exemplos de Aplicação

Energética WE Energies:

Objetivos: Segurança quanto ao vapor de dois geradores; Comunicação com os aparelhos de campo para prever interrupções.

Soluções: Otimização de ativos;

Comunicação HART aos aparelhos que eram setadosa mão e aos SCD.

Resultados:

válvulas;

Aumento no tempo de serviço/vida das

Redução de custos pelo gerenciamento de ativos;

Extensão do tempo de vida de válvulas críticas

para o processo.

Motivos que Justificam sua Implantação • Opção para migração/atualização; • Gerenciamento de ativos; Figura 10 –

Motivos que Justificam sua

Implantação

Opção para migração/atualização; Gerenciamento de ativos;

Motivos que Justificam sua Implantação • Opção para migração/atualização; • Gerenciamento de ativos; Figura 10 –

Figura 10 Conexão do Protocolo Hart.

Problemas que podem ocorrer na Implantação • Comprimento do cabeamento; Figura 11 – Cabos utilizados no

Problemas que podem ocorrer

na Implantação

Comprimento do cabeamento;

Problemas que podem ocorrer na Implantação • Comprimento do cabeamento; Figura 11 – Cabos utilizados no

Figura 11 Cabos utilizados no Protocolo Hart.

Possíveis Soluções para os Problemas Encontrados • Limitar o comprimento do cabo através de componentes repetidores:

Possíveis Soluções para os

Problemas Encontrados

Limitar o comprimento do cabo através de componentes repetidores:

Tabela 2 Especificações de Cabeamento

Instrumentos/

       

Capacitância

65 nF/Km

95 nF/Km

160 nF/Km

225 nF/Km

1

 
  • 2800 2000

1300

1000

5

 
  • 2500 1800

1100

900

10

 
  • 2200 1600

1000

800

15

 
  • 1800 1400

900

700

Conclusão A rede confiável. Hart é uma rede altamente Percebe-se que a rede Hart tem como

Conclusão

A

rede

confiável.

Hart

é

uma

rede

altamente

Percebe-se que a rede Hart tem como característica principal a transmissão de sinais digitais juntamente com o sinal analógico, em um único dispositivo.

Referências Bibliográficas • HARTCOMM. Disponível em <http://www.hartcomm.org/index.html>. Acesso em 29/03/2013 • Eric Bezerril Fonseca. Redes Industriais:

Referências Bibliográficas

HARTCOMM. Disponível em <http://www.hartcomm.org/index.html>. Acesso em

29/03/2013

Eric Bezerril Fonseca. Redes Industriais: Protocolo de Comunicação Hart. Natal

2009

Thiago Augusto Nogueira. Redes de Comunicação para Sistemas de Automação Industrial. Ouro Preto 2009

Constantino Seixas Filho. Introdução ao Protocolo Hart.

SLIDESHARE. Disponível em:

<http://www.slideshare.net/Everton_michel/protocolos-e-redes-industriais>. Acesso em 29/03/2013

SCRIBD. Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/92681386/Rede-Hart>. Acesso em 29/03/2013

FIM