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Capítulo 5. A tecnologia numérica

O numérico facilita a associação de imagens, sons e textos

Já não existem só autores, mas agora criadores

Extensão do numérico - arte e relações com o

público Público interagindo

Experiências tecnestésicas com a mensagem

Autor e público interface - querendo interagir tempo =

Simulamos para interagir

Simulação do real

Relação Sujeito-EU/NÓS - O numérico intima o sujeito a se redefinir

“O artista não trabalha mais com a matéria, nem com a energia, mas com símbolos.” p.157

A SIMULAÇÃO

REAL/VIRTUAL

TECNOCIÊNCIA E SEUS MODELOS

“Uma imagem interativa, mesmo

engendrada em sua origem por um aparelho ótico (foto, cinema,

televisão), não tem os mesmos efeitos de sentido que uma imagem

tradicional com a qual nenhuma interação é possível.” p.156

A IMAGEM MATRIZ

  • - Imagens com características novas (tanto na forma, quanto na distribuição)

  • - 2 características essenciais na imagem:

A IMAGEM MATRIZ - Imagens com características novas (tanto na forma, quanto na distribuição) - 2

Calculada pelo computador e

capaz de interagir (com quem a cria ou olha)

  • - A imagem numérica se apresenta na forma de pixels, definidos pelo cálculo.

- A imagem torna-se uma imagem-matriz.

  • - 2 maneiras de fabricar a imagem numérica:

A IMAGEM MATRIZ - Imagens com características novas (tanto na forma, quanto na distribuição) - 2

A partir do real (computador decompõe a imagem em pixels ou o computador capta o objeto a numerizar)

Modelizar o objeto (síntese ou a partir das imagens numerizadas - Entre as 2 existem imagens

compostas que mesclam os 2 procedimentos.)

A IMAGEM MATRIZ

“Quer o computador tenha procedido a partir de objetos reais numerizados ou de objetos descritos matematicamente, a imagem que aparece sobre a tela não possui mais, tecnicamente, nenhuma relação direta com qualquer realidade preexistente.p. 163

A numerização rompe a ligação entre imagem e

real.

“A lógica figurativa da representação ótica sucede aquela da simulação.”

p. 164

Na simulação, o espaço não tem lugar

determinado, não é físico ou mental, é um espaço utópico.

“Neste sentido a imagem sintética não possui nenhuma aderência ao real: ela se libera”.

P.164

MODO DIALÓGICO, TEMPO UCRÔNICO

característica nova trazida pelo numérico

Interatividade = Modo dialógico

Mudanças na evolução, nos modos de interatividade:

Interatividade Exógena homem/máquina Interatividade Endógena entre objetos

numéricos que estão na fonte da imagem

Na

interatividade

multimodal.

exógena o diálogo homem/máquina torna-se

Na interatividade endógena os objetos interagem entre si e com o usuário. Objetos atores.

MODO DIALÓGICO, TEMPO UCRÔNICO

3 fatores intervêm no modo dialógico:

Complexidade no tratamento da informação trocada Diversidade na captura e tradução das informações pelas interfaces Rapidez no tratamento da informação, “tempo real”

MODO DIALÓGICO, TEMPO UCRÔNICO 3 fatores intervêm no modo dialógico: Complexidade no tratamento da informação trocada

Tempo Ucrônico

Existe prazo, porém o observador não o percebe.

“Na relação que mantemos com o tempo, o numérico provoca uma ruptura

radical”. P. 168

“O tempo de síntese é um tempo aberto, sem orientação particular, sem fim

nem começo (

...

)

tempo que se reinicializa ao sabor do observador, segundo as

leis imaginadas pelo autor”. P. 169

MODO DIALÓGICO, TEMPO UCRÔNICO

A imagem de síntese não revela mais a ordem da representação. O observador revisita uma multiplicidade de presentes.

“A modalidade temporal dos mundos virtuais é a eventualidade”. p.169

“Na situação dialógica o tempo da imagem

interfere no tempo do observador que é também um ator; o tempo maquínico do

cálculo se hibridiza estreitamente com o

tempo existencial, singular e não reiterável desse último, pra quem o passado é o

passado” p. 170

A TRAVESSIA DAS INTERFACES

Não há possibilidade de falar em interatividade sem falar em processos

computacionais, que se interpõem entre a ação do usuário e a resposta do computador.

“A interatividade numérica só acontece quando a linguagem de programação se interpõe entre a máquina e seu usuário.p.170

“Todas essas trocas acontecem através de interfaces diversas de entrada e saída, e o acoplamento toma a forma de um anel, sob controle computacional.”p.171

Até mesmo o observador se tornou uma simulação.

função homem/máquina graças às interfaces o computador converte numa linguagem comum as interações do homem e da máquina.

UMA OUTRA DIMENSÃO DO REAL

Simulação numérica análogo purificado e transmutado pelo cálculo

Esses análogos tem ação direta sobre a matéria pelas interfaces. Fazem parte do real, mas são constituídos

de cálculo.

Virtual mundo cuja existência é apenas computacional

Captores e interfaces solicitando outros sentidos Realidade

Virtual

Imagens que simulam o real com tal veracidade. Imersão na imagem espectador envolvido pela imagem “A virtualidade caracteriza inicialmente a simulação”. p. 175

“A virtualidade não depende da interatividade, nem do tempo real.p.

175

UMA OUTRA DIMENSÃO DO REAL

O efeito do real é geralmente tão potente que somos levados a confundir simulação

com simulacro. Mas a simulação numérica não busca imitar ou fingir o real, com vontade de nos extraviar. P.175

Busca sim, substituir

o

real

por

um

modelo

lógico-

matemático - interpretação racional científica.

A simulação é filha do pensamento cibernético.

Real virtual Real artificial Real Bruto
Real virtual
Real artificial
Real Bruto
UMA OUTRA DIMENSÃO DO REAL O efeito do real é geralmente tão potente que somos levados

Composto pelos modelos de simulação que nutrem as tecnologias numéricas

O real se reconstitui

Se hibridizam

UMA OUTRA DIMENSÃO DO REAL

A realidade virtual como processo algorítmico e computacional não é perceptível. Só percebemos seus efeitos, atualizações e germinações no real.

“Cada

microprocessador,

cada

computador,

cada

dispositivo

numérico,

tudo

o

que

chamamos

o

‘ciberespaço’

e

as

novas

redes

de

comunicação

multimídia (em que as informações, as mais diversas imagens, textos, sons, etc. -, são produzidas, duplicadas, conservadas, colocadas em circulação,

exploradas, retratadas) fazem parte deste processo.p. 177

Simuladores No domínio artístico, cada vez mais artistas que procuram a intervenção do

espectador propõem variados dispositivos solicitando sua participação por meio dos sentidos

METADE-CARNE, METADE-CÁLCULO

Desmaterialização do corpo reduzido só a retina A simulação extrai o homem de seu próprio corpo; ela se distancia e se liberta dele. Mas não se livramos dele facilmente O corpo se vê aumentado por novas possibilidades de ação sobre a máquina e de novas percepções Simular percepções visual enriquecido

“Uma nova matriz perceptual no sentido numérico e no sentido fisiológico se desenha, associada a uma nova corporeidade, metade-carne, metade-cálculo.p.181

cyborg imaginário medicina “explorar o corpo” as redes são as próteses, que transformam o corpo em seus comportamentos.

A ESPUMA DOS NÚMEROS

Rosto Expressões Simulação/Síntese da expressão

“(...)

a linguagem,pelo viés do computador, se insinua de agora em diante no coração da

tecnologia; mas pensando bem, menos curioso do que parece, uma vez que a técnica e linguagem, ferramenta e símbolos, exprimem a mesma propriedade ambígua.p.185

ao novo estado da tecnologia, corresponde um desejo do corpo renovado, que nasce da espuma dos números

DA COMUNICAÇÃO À COMUTAÇÃO

MASS

MEDIA

transmissão

a

significação

das

mensagens

preexiste

a

sua

o sentido se constrói numa cultura da comunicação mass-mediática sobre a redução de toda a ambigüidade ou, pelo menos, sobre a busca desta redução. O código dita as relações entre significante e significado

MODO DIALOGICO Coloca em circulação os objetos semióticos que não

podemos mais reduzir à única relação significante/significado esses objetos só adquirem sentido quando co-produzidos pelo emissor, receptor e mensagem em si o emissor não é mais o único a enunciar o sentido termo mensagem muda, porque agora ela é autora

“Então não há mais comunicação, no sentido estrito, entre um enunciador e seu destinatário, mas comutação mais ou menos instantânea entre um receptor tornado emissor, um emissor tornado (eventualmente) receptor e um ‘propósito’ flutuante, que por sua vez emite e recebe, se aumenta e se reduz”. P. 187

entidades híbridas contaminam-se mutuamente (meio sujeito/meio objeto...)

A TECNOCIÊNCIA E SEUS MODELOS

Texturas Cores numerizadas Superfícies critérios da ótica, modelos que priorizam a estética próxima do fotorrealismo simula-se movimentos

Problema:

simulação

articulações

dos

atores

animar

corpo,

rosto,

produzir

emoções

-

Utiliza-se modelos e experiências de outras áreas de conhecimento

“O numérico é então um consumidor insaciável de modelos de simulação.p.192