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LICITAÇÕES

E
CONTRATOS
ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES
JOÃO PEDRO DAS CHAGAS BORGES
LUCAS DE SOUZA SILVA
RENAN
VICTÓRIA DIAS REIS
WILTON LISBOA MATOS MACIEIRA
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
 As diretrizes básicas para elaboração de licitações e contratos
estão contidos na lei 8.666 de 21 de Junho de 1993.
 Conceitos estabelecidos na lei:
 Art. 3º A licitação destina-se a garantir a observância do princípio
constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais
vantajosa para a Administração e será processada e julgada em
estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da
impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da
probidade administrativa, da vinculação ao instrumento
convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são
correlatos.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS

 Parágrafo único. Para os fins desta lei, considera-se contrato todo e


qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da Administração
Pública e particulares, em que haja um acordo de vontades para a
formação de vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas,
seja qual for a denominação utilizada.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS

 Art. 1º Esta lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos


administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de
publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios.
 Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta lei, além dos
órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias,
as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de
economia mista e demais entidades controladas direta ou
indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
OBRAS E SERVIÇOS DE
ENGENHARIA
 Segundo a lei:
 Obra é toda construção, reforma, fabricação, recuperação ou
ampliação, realizada por execução direta ou indireta; Serviço de
engenharia é a atividade destinada a garantir a fruição de
utilidade já existente ou a proporcionar a utilização de
funcionalidade nova em coisa/bem material já existente.
 Serviço é toda atividade destinada a obter determinada utilidade
de interesse para a Administração, tais como: demolição, conserto,
instalação, montagem, operação, conservação, reparação,
adaptação, manutenção, transporte, locação de bens,
publicidade, seguro ou trabalhos técnico-profissionais
LICITAÇÃO
Licitação

 Nasr (2011) define licitação como o meio administrativo em que a


Administração Pública compra, vende, loca, contrata prestadores
de serviços, utilizando-se da proposta mais vantajosa ao interesse
público. Gasparini (2001) complementa que a seleção da proposta
mais vantajosa é razão de inúmeros critérios objetivos predefinidos,
devendo ser atendidos pelos interessados.
 A Lei n. 8666 de 1993 elucida os princípios básicos e legais acerca
da questão, denotando as diferentes modalidades e tipos de
licitações existentes conforme a Legislação Brasileira.
CONDIÇÕES PARA SUBMISSÃO A
LICITAÇÃO
 Elaboração de projeto básico aprovado pela autoridade
competente e disponível para exame dos interessados em
participar do processo licitatório;
 Existência de orçamento detalhado em planilhas que
expressem a composição de todos os seus custos unitários;
 Previsão de recursos orçamentários que assegurem o
pagamento das obrigações decorrentes de obras ou serviços
a serem executadas no exercício financeiro em curso, de
acordo com o respectivo cronograma;
 O produto dela esperado deve estar contemplado nas
metas estabelecidas no Plano Plurianual de que trata o art.
165 da Constituição Federal, quando for o caso.
MODALIDADES DE LICITAÇÕES
 Tomada de Preços (Licitação mais rápida. Cadastramento
antecipado. Obras e Serviços de pequeno valor);
 Convite (Dispensa Edital. A Administração escolhe o número de
licitantes, e a estes solicita ofertas);
 Concurso (Trabalhos Técnicos e Artísticos. Prêmios. Edital com o
mínimo de 45 dias);
 Concorrência (Própria para Contratos de grande valor. Edital com
30 dias, no mínimo)
 Leilão (Comum(leiloeiro); e Administrativo(leilão de mercadorias
apreendidas));
TIPOS DE LICITAÇÕES
 Menor Preço
 Melhor Técnica
 Técnica e Preço
 Maior Lance ou Oferta
Menor Preço

 Podemos afirmar que o fator preço é o mais importante para a


seleção de uma proposta, tendo em vista que a licitação busca
alcançar a satisfação do interesse público com o menor custo
possível;
 Somente quando o edital estabelecer que a Administração
necessita de objeto de qualidade especial é que se admitirá a
adoção de outro tipo de licitação;
 O tipo “menor preço” é, geralmente, utilizado nas licitações que
objetivam compra de bens.
Melhor Técnica

 As licitações de técnica são adequadas quando o interesse


público somente puder ser atendido por um objeto com
características peculiares;
 O edital conterá requisitos de capacitação técnica, que devem ser
verificados na fase de habilitação, bem como exigências técnicas
relacionadas ao produto/serviço;
 Nesse tipo de licitação, a instituição deve indicar o preço máximo
que se propõe a pagar.
Técnica e Preço

 Esse tipo de licitação será utilizado em casos excepcionais, que


apresentem natureza predominantemente intelectual, em especial
na elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e
gerenciamento, além de engenharia consultiva em geral;
 É possível que não seja vencedor o licitante que apresentou o
menor preço. Em razão disso, a licitação do tipo “técnica e preço”
só poderá substituir a de “menor preço” quando estiver
demonstrada a real necessidade de se verificar as características
técnicas peculiares a cada produto ou serviço objeto de licitação.
Maior Lance ou Oferta

 Utilizado pela Administração para a alienação de bens ou


concessão de direito de uso, sendo que a proposta vencedora
será aquela que oferecer o maior valor econômico;
 É o tipo de licitação que não oferece qualquer dificuldade na sua
promoção. Excetuando o fato que o procedimento licitatório deve
levar ao maior preço, tudo o mais obedece à licitação de menor
preço.
PRINCÍPIOS BÁSICOS E LEGAIS ACERCA
DOS PROCESSOS LICITATÓRIOS
 O processo licitatório é considerado como um dos principais meios
de critério da aplicação dos recursos públicos, tendo como
objetivo buscar a proposta mais vantajosa para contração cabe
ao poder público observar as condições de igualdade entre os
concorrentes. Acredita-se dessa forma, que sejam compridos
princípios básicos da legalidade, impessoalidade, moralidade e
igualdade, porém, não é bem isso que acontece. Em muitos casos
os processos licitatórios podem ser fraudados, já que, na licitação a
permuta básica é o menor preço depois a técnica e prazo. Cabe
ao órgão conceder oportunidades iguais para todos, assim ele tem
que possuir um escopo no qual deve conter preço de no mínimo
três cotações, para que dessa forma, se possa balizar o valor do
produto a ser licitado.
Fraudes em licitações

 Assim, para que sejam realizadas as contratações por parte do Poder


Público, as empresas, produtos ou serviços devem se submeter aos
processos licitatórios estabelecidos na Lei em vigor. Porém, a mesma lei
abre “brechas” para processos que não necessitam de licitações, ou
seja, em outras palavras deixa aberto casos que as licitações passam a
não ser obrigatórias.
 Em algumas situações as licitações podem ser dispensadas, como no
caso de obras e serviços de engenharia no qual é dispensável a
licitação para a contratação de obras e até R$ 15.000,00,
correspondente a, no máximo, 10% do valor consignado na alínea “a”
do inciso I do art. 23. Esse percentual será de 20% para obras e serviços
contratados por sociedades de economia mista, empresas públicas e
Agências Executivas. Quando se trata de serviços de engenharia, para
evitar fraudes a lei define que a entidade a licitar não pode dividir o
suas parcelas em duas ou mais partes, afim de se obter um valor
menor que 15.000,00, dando a esse caso a pena de fraude.
ÉTICA

 Neste ensejo somos levados a questionar os princípios éticos que


regem a conduta tanto do funcionalismo público quanto dos
engenheiros e empreiteiros envolvidos nas licitações e execução das
obras públicas. Quanto a classe dos engenheiros, o sistema
CONFEA/CREA estabelece por meio do código de ética os princípios.
 já no âmbito dos servidores públicos, o art. 37 da Constituição Federal
determina que a Administração Pública (tanto direta quanto indireta)
dos Poderes da União, dos Estados, Distrito Federal e Municípios,
deverão obrigatoriamente obedecer aos princípios de legalidade,
moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência. Na condução
das licitações de OP é fundamental a observância dos princípios de
legalidade, moralidade e impessoalidade para o funcionamento do
processo licitatório da maneira mais correta e ética que for possível.
ÉTICA

 Mas, lamentavelmente, os licitantes sérios ficam segregados, sendo-lhes


negada, as mais das vezes, a simples e obrigatória emissão de certidão, sem
contar com a ausente ou serôdia publicação dos atos, esta considerada pela
Lei 8.429/92 como ato de improbidade administrativa atentatório aos princípios
da Administração Pública (art. 11, IV). Os que já experimentaram esse
desgastante processo podem avaliar o fato.
 A situação mais grave, todavia, é aquela em que o licitante se depara com
uma Comissão ímproba, deliberadamente articulada para lesar os fins da
licitação. São servidores, acobertados por autoridades hierarquicamente
superiores, que se colocam a serviço da fraude, em conluio com determinadas
licitantes e com as quais dividem os lucros do engodo. Não temem punição,
mesmo sabendo que a Lei 8.666/93 tipifica como crime o ato de frustrar o
caráter competitivo do procedimento licitatório, levado pelo intuito de obter
para si ou para outrem vantagem decorrente do objeto da licitação,
assinalando, a norma, para esses casos, a pena de detenção de dois a quatro
anos e multa (art. 90).
CASOS ANTIÉTICOS EM LICITAÇÕES

 Validade indeterminada
 Em Santana, Bahia, um contrato que deveria durar 300 dias vem sendo utilizado
pela administração municipal como se tivesse validade indeterminada. Há seis
anos e meio, o município firmou um contrato com a empresa Andrade Galvão
Ltda. para diversos serviços de construção civil. O contrato já foi aditivado 16
vezes, sofrendo várias alterações. Dos quase R$ 8 milhões pactuados com a
empresa, haviam sido executados até o momento da fiscalização cerca de R$
2,43 milhões, correspondentes a apenas 30% das obras previstas.
 Ainda em Santana, os fiscais detectaram outra irregularidade grave: no
primeiro dia útil do mandato do então prefeito, Wilson Neves de Almeida, a
administração do hospital municipal foi entregue à empresa do prefeito recém-
empossado, sem licitação e sem nenhuma fundamentação para a dispensa.
Com sucessivas prorrogações, a vigência do contrato se estende até hoje. A
empresa recebeu, em sete anos e meio, R$ 3,2 milhões, e se nega a devolver o
prédio do hospital e outros bens pertencentes ao município.
CASOS ANTIÉTICOS EM LICITAÇÕES

 Parentes beneficiados
 No município também baiano de Teofilândia, foram constatados
graves indícios de irregularidades em licitações. Foram verificados,
por exemplo, indícios de simulação e fracionamento de despesas
nas licitações para fornecimento de gêneros alimentícios e de
materiais de limpeza para o Programa de Erradicação do Trabalho
Infantil (Peti). A Distribuidora Queiroz, cujo proprietário é irmão do
então tesoureiro da prefeitura, foi a vencedora de todas as
licitações no âmbito do PNAE, em 2002 e 2003, e de boa parte dos
certames realizados com recursos do Fundef e do Peti.
CASOS ANTIÉTICOS EM LICITAÇÕES

 Desvio de finalidade
 Em Araguaína, Tocantins, foram gastos R$ 122 mil para a instalação
de uma rede elétrica, que beneficiaria 33 famílias de pequenos
agricultores. A obra está concluída e energizada pela companhia
de eletricidade do Estado (Celtins), mas apenas uma ligação foi
feita para a escola do assentamento Araguaminas. Nenhuma das
famílias possui energia elétrica.
CASOS ANTIÉTICOS EM LICITAÇÕES

 Placa não identifica recursos


 Em Mendes, Rio de Janeiro, a prefeitura recebeu R$ 240 mil, do
Ministério da Saúde, para realizar obras de abastecimento de
água. A placa que deveria identificar a origem dos recursos não
dizia tratar-se de verba federal; mencionava apenas que a obra
havia sido executada em parceria com o Estado. Publicidade
indevida também foi observada em faixas de agradecimento ao
prefeito e à governadora, que esteve no município para inaugurar
a obra.
CONTRATO
Contratos

 Contrato administrativo, de acordo com a Lei nº 8.666/1993, é todo


e qualquer ajuste celebrado entre órgãos ou entidades da
Administração Pública e particulares, por meio do qual se
estabelece acordo de vontades, para formação de vínculo e
estipulação de obrigações recíprocas.
Tipos de Contrato

 Em geral, os contratos administrativos são regidos por normas de


direito público. Mas há contratos celebrados pela Administração
Pública que são regulamentados por normas de direito privado.
Exemplo: contratos de seguro, de financiamento e de locação, em
que a Administração Pública é locatária e aqueles em que é
usuária de serviço público.
Formalização do Contrato
 Exige a Lei de Licitações que os contratos e seus aditamentos sejam
elaborados pelos órgãos ou entidades da Administração que
realizam a contratação. Qualquer contrato administrativo deve ser
formalizado por escrito, de acordo com as exigências da Lei nº
8.666/1993.
Formalização do Contrato

 Nas hipóteses a seguir, deve a contratação ser formalizada


obrigatoriamente por meio de termo de contrato:
• licitações realizadas nas modalidades concorrência, tomada de
preços e pregão;
• dispensa ou inexigibilidade de licitação, cujo valor esteja
compreendido nos limites das modalidades concorrência e tomada
de preços;
• contratações de qualquer valor das quais resultem obrigações
futuras. Exemplo: entrega futura ou parcelada do objeto e assistência
técnica
Elaboração dos Contratos

 É dividido em cláusulas o conteúdo do contrato, nas quais estarão


enumeradas as condições de execução. Exemplificam cláusulas
contratuais as que estabelecem objeto, direitos, obrigações,
responsabilidades das partes e peculiaridades da execução do
objeto.
Elaboração dos Contratos
 Todo contrato administrativo deve conter, além das cláusulas
essenciais, as seguintes informações:
• nome do órgão ou entidade da Administração e respectivo
representante;
• nome do particular que executará o objeto do contrato e respectivo
representante;
• finalidade ou objetivo do contrato;
• ato que autorizou a lavratura do contrato;
• número do processo da licitação, da dispensa ou da inexigibilidade;
• sujeição dos contratantes às normas da Lei nº 8.666/1993;
• submissão dos contratantes às cláusulas contratuais
Elaboração dos Contratos
 Algumas das cláusulas necessárias ou essenciais em contrato são:
• objeto detalhado, com indicação das especificações técnicas, modelo,
marca, quantidade e outros elementos característicos, e em conformidade
com o ato convocatório respectivo;
• regime de execução ou a forma de fornecimento;
• preço e condições de pagamento;
• prazos de início de etapas de execução, de conclusão, de entrega, de
observação e de recebimento definitivo, conforme o caso;
• crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação
funcional programática e da categoria econômica;
• garantias oferecidas para assegurar a execução plena do contrato, quando
exigidas no ato convocatório.
Duração dos Contratos

 Prazo de duração ou prazo de vigência é o período em que os


contratos firmados produzem direitos e obrigações para as partes
contratantes;
 Vigência é cláusula obrigatória de todo contrato, que só terá
validade e eficácia após assinado pelas partes contratantes e
publicado o respectivo extrato na imprensa oficial;
 Contratos administrativos têm vigência limitada aos respectivos
créditos orçamentários, em observância ao princípio da
anualidade do orçamento. Sendo assim, os contratos vigoram até
31 de dezembro do exercício financeiro em que foram
formalizados, independentemente do início. Essa é a regra.
Execução dos Contratos

 Tanto a Administração quanto o contratado devem cumprir


fielmente as regras contratuais e as normas da Lei de Licitações e
Contratos Administrativos;
 Não cumprimento de disposições legais, total ou parcialmente,
pode levar à rescisão do contrato, respondendo o culpado pelas
consequências que poderão advir desse ato.
Alteração dos Contratos

 Alteração Unilateral: pode ocorrer nas seguintes situações:


• alteração qualitativa: quando a Administração necessitar modificar
o projeto ou as especificações para melhor adequação técnica aos
seus objetivos;
• alteração quantitativa: quando for necessária a modificação do
valor do contrato em razão de acréscimo ou diminuição nos
quantitativos do objeto;
Alteração do Contrato

 Alteração por acordo das partes pode acontecer nas seguintes


situações:
• quando for conveniente substituir a garantia efetuada para a
execução do contrato;
• para restabelecer a relação inicialmente pactuada, que objetive a
manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato;