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GRÁFICOS DE CONTROLE

(VARIÁVEIS E ATRIBUTOS)
Breno Ávila
Fabiano Moreira
Gabriela Aksascki
Laís Pedroni
Natalia Schultz
Raul Mantovani

CONTROLE DE QUALIDADE
Professor Filipe Pires Batista

UFES - Engenharia Mecânica 2016/1


1. Introdução
2. Controle de processo
3. Sistema para controle
4. Controle estatístico da qualidade
5. Conceito de atributos
6. Vantagens de controle por atributos
7. Conceito de variáveis

SUMÁRIO
8. Vantagens de controle por variáveis
9. Gráficos de controle
1. Conceito
2. Uso
3. Esquema geral
4. Tipos
10. Gráficos por atributos
1. Condições de uso
2. Frações defeituosas
3. Números de defeitos
4. Defeitos por unidade
INTRODUÇÃO

 Gráficos de controle compõem uma das setes


ferramentas utilizadas no gerenciamento da qualidade
de um projeto.

 Segundo o PMBOK, 5ª Edição:

“Gráficos de controle são usados para determinar se um


processo é estável ou se tem um desempenho previsível,
apresentando resultados de um processo através do
tempo.”
INTRODUÇÃO

 Os gráficos de controle são usados para monitorar


qualquer tipo de saída variável, para ajudar a determinar
se os processos de gerenciamento do projeto estão sob
controle:
 Atividades repetitivas necessárias para produzir lotes manufaturados;

 Variações de custos e prazos;

 Volume;

 Frequência de mudanças no escopo;

 Outros resultados de gerenciamento.


INTRODUÇÃO

Gráficos de Controle
CONTROLE DE PROCESSO

HISTÓRICO
 As construções das pirâmides do Egito Antigo, a construção civil
da Grécia Antiga, a organização militar dos persas e a
construção naval de Veneza no século XVI são exemplos da
aplicação do antigo controle de processo.

 Os primeiros controles de processo quase não usavam os


métodos estatísticos, com exceção de alguns dados descritivos.

 A essência do antigo controle de processo consistia em


métodos uniformes, normas de procedimentos e obediência às
normas.
CONTROLE DE PROCESSO

HISTÓRICO

 A abordagem simples do controle de processo foi à


precursora da Administração Científica estudada por
Frederick Winslow Taylor, em 1911. Taylor defendia:
 O estudo científico do trabalho;

 A colocação de pessoal segundo as aptidões individuais;

 Os requisitos das tarefas a serem executadas;

 A colaboração entre empresa e empregado;

 A eficiência e a racionalização.
CONTROLE DE PROCESSO

 O controle do processo começa com a inspeção de


materiais recebidos para a produção e termina com a
inspeção do produto acabado.

 Podemos dizer que é um sistema de "feedback", ou seja,


os resultados de um processo são analisados e seu
desempenho é avaliado;
 Se eles não estiverem dentro de parâmetros pré-definidos,
uma ação sobre esse processo é tomada para corrigi-lo, e
ajustar a qualidade dos seus resultados, sejam produtos ou
serviços.
CONTROLE DE PROCESSO

 Atualmente chamado de Controle Estatístico de Processo: CEP.

 É uma ferramenta da qualidade que tem por finalidade


desenvolver e aplicar métodos estatísticos como parte da
estratégia para:
 Prevenção e detecção de defeitos ou problemas;

 Melhoria da qualidade de produtos e serviços;

 Redução de custos;

 Auxílio no aumento da produtividade e resultados ;

 Evitar desperdícios de matéria-prima, insumos, produtos, entre outros.


CONTROLE DE PROCESSO

 Objetivos do CEP:
 Redução nos índices de retrabalho;

 Melhor aproveitamento dos recursos disponíveis;

 Bem estar dos funcionários;

 Trabalho com metas específicas para cada área.


SISTEMA PARA CONTROLE

 É composto por quatro elementos:


1. O PROCESSO – É a combinação de fornecedores, produtores,
pessoas, equipamentos, materiais de entrada, métodos e meio
ambiente que trabalham juntos para produzir o resultado (produto),
e os clientes corresponde aos elementos que utilizam o resultado.
SISTEMA PARA CONTROLE

 É composto por quatro elementos:


2. INFORMAÇÕES SOBRE O DESEMPENHO - é avaliado no resultado do
processo (saída). No entanto, a compreensão do processo em si, e
de sua variabilidade interna é de onde vem à informação mais útil
sobre o desempenho de um processo.
SISTEMA PARA CONTROLE

 É composto por quatro elementos:

3. AÇÕES SOBRE O PROCESSO – Realizada para prevenir que as


características importantes do processo ou do produto,
variem muito em relação aos seus valores-alvo.

 Mudanças nas operações;

 Treinamento para os operadores;

 Mudanças nos materiais que entram;

 Mudanças nos elementos mais básicos do processo;

 A comunicação entre as pessoas;

 O projeto do processo como um todo - que pode estar vulnerável


às mudanças de temperatura ou umidade.
SISTEMA PARA CONTROLE

 É composto por quatro elementos:

4. AÇÕES SOBRE O RESULTADO - Detecção e correção do


produto fora da especificação, não indicando o fato
gerador do problema no processo. Se o resultado atual não
atinge os requisitos exigidos pelo cliente, pode ser
necessário classificar todos os produtos e retrabalhar
quaisquer itens não conformes.
 Esta atitude deve ser mantida até que a ação corretiva
necessária sobre o processo tenha sido tomada e verificada, ou
até que as especificações do produto tenham sido alteradas.
CONTROLE ESTATÍSTICO DA
QUALIDADE

HISTÓRICO

 Na década de 1930, começaram a ser dados os primeiros passos


para a criação do Controle Estatístico da Qualidade – CEQ:
 Walter Shewhart, trabalhando para a Bell System, nos Estados Unidos,
desenvolveu várias técnicas de controle estatístico da qualidade,
sendo a mais importante à carta de controle estatístico de processo;

 Suas técnicas, juntamente com as técnicas de amostragem, permitiram


a realização da inspeção por amostragem, em vez da inspeção 100%.
CONTROLE ESTATÍSTICO DA
QUALIDADE

HISTÓRICO

 Nos anos 1940 cresceu a importância do controle da qualidade


dentro das empresas:
 Devido o colapso da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, os
consumidores passaram a dar preferência a produtos duráveis;

 A escassez de produtos, após a Segunda Guerra Mundial, forçou ainda mais


o aumento da demanda de produtos duráveis.

 O CEQ se popularizou a partir do trabalho de Deming, estatístico que


atuou na área de controle de qualidade das forças armadas norte-
americanas durante a Segunda Guerra Mundial e que, no pós-guerra,
foi levado para o Japão para ajudar na reconstrução da indústria
japonesa.
CONTROLE ESTATÍSTICO
DA QUALIDADE

 O controle estatístico da qualidade utiliza técnicas


estatísticas, na análise de um processo ou de suas saídas
a fim de que ações adequadas sejam tomadas para a
obtenção e manutenção do estado de “controle
estatístico” e para a melhoria da capacidade do
processo.

 Visa à prevenção, detecção e correção de erros de


projeto.
CONTROLE ESTATÍSTICO
DA QUALIDADE
 Karou Ishikawa, discípulo de Deming, lançou a ideia das Sete
Ferramentas para o Controle Estatístico de Qualidade:
 Folha de Verificação;

 Estratificação;

 Diagrama de Pareto;

 Histograma;

 Diagrama de Ishikawa;

 Diagrama de Dispersão;

 Gráfico de Controle de Processos ou de Shewhart.


CONTROLE ESTATÍSTICO
DA QUALIDADE
 FOLHA DE VERIFICAÇÃO

 É considerada a mais simples das ferramentas. Apresenta uma maneira de


se organizar e apresentar os dados em forma de um quadro, tabela ou
planilha, facilitando desta forma a coleta e análise dos dados.
CONTROLE ESTATÍSTICO
DA QUALIDADE
 ESTRATIFICAÇÃO

 Tem por objetivo separar os dados levantados em grupos distintos, como


por exemplo, estratificação por local, por data, por turno, por tipo, etc.

 Permite analisar os dados separadamente para descobrir onde realmente


está a verdadeira causa de um problema.
CONTROLE ESTATÍSTICO
DA QUALIDADE
 DIAGRAMA DE PARETO

 Permite determinar, as prioridades dos problemas a serem resolvidos,


através das frequências das ocorrências, permitindo a priorização dos
problemas.
CONTROLE ESTATÍSTICO
DA QUALIDADE
 HISTOGRAMA

 São usados para mostrar a frequência com que algo acontece.


CONTROLE ESTATÍSTICO
DA QUALIDADE
 DIAGRAMA DE ISHIKAWA

 É uma ferramenta da qualidade onde causas são levantadas para se


chegar à raiz de um problema específico, através da análise de todos os
fatores que puderam contribuir para sua geração.
CONTROLE ESTATÍSTICO
DA QUALIDADE
 DIAGRAMA DE DISPERSÃO

 Mostra o que acontece com uma variável quando a outra muda. São
representações de duas ou mais variáveis que são organizadas em um
gráfico, uma em função da outra.
CONTROLE ESTATÍSTICO
DA QUALIDADE
 GRÁFICO DE CONTROLE DE PROCESSOS OU DE SHEWHART

 Controle estatístico de processo (CEP)


CONCEITO DE ATRIBUTOS

 Características do
produto que não
podem ser expressas
em termos de
valores numéricos,
como por exemplo
dizer se uma peça é
defeituosa ou não.
Diferença de forma em lajotas fabricadas na mesma
fabrica
CONCEITO DE ATRIBUTOS

O controle por atributos é


muito utilizado em processos
que:
 Produzem itens defeituosos
mesmo em controle;
 Produzem itens com
pequenos defeitos que
podem ser sanados;
 Produzem itens com
Controle de vedação na fabrica da Coca-Cola
pequenos defeitos que não
inutilizam o todo.
CONCEITO DE ATRIBUTOS

 O controle de
qualidade por atributos
também é largamente
utilizado em prestação
de serviços, como por
exemplo, o controle de
qualidade de um
restaurante
Controle de qualidade de alimentos em restaurante
VANTAGENS DO CONTROLE
POR ATRIBUTOS

 Permite o controle de
várias características
de qualidade em uma
única carta;
 As cartas por atributos
são mais fáceis de
serem manuseadas;
 Menor custo de
medição.
Controle de alinhamento e cor em fabrica de sapatos
DESVANTAGENS DO
CONTROLE POR ATRIBUTOS

 Só permite que ações


corretivas sejam
executadas após ter
sido produzida uma
certa quantidade de
peças defeituosas;
 Por conta do item
acima, alguns produtos
são desperdiçados;
 Grande subgrupo para
análise.
Paçocas passando pelo controle de qualidade de
forma antes da embalagem
CONCEITO DE VARIÁVEIS

 São denominadas
variáveis as
características da
qualidade
mensuráveis tais
como peso,
dimensão ou volume.
Controle de qualidade na fabricação de abraçadeiras
CONCEITO DE VARIÁVEIS

 Quando analisamos
uma característica
da qualidade que é
uma variável, em
geral, controlamos o
valor médio da
característica da
qualidade e sua
variabilidade.
Exemplo de projeto com tolerância especificada
VANTAGENS DO CONTROLE
POR VARIÁVEIS

 Menor quantidade de produtos


para amostragem;
 Maior numero de informações,
como média, variabilidade,
capacidade do processo, etc;
 Facilitam a identificação da fonte
do problema no processo de
fabricação;
 Permite a execução de ações
preventivas. Controle de peso em fabrica de macarrão
DESVANTAGENS DO
CONTROLE POR VARIÁVEIS

 Cara execução da
carta de controle
por variáveis;
 Difícil manuseio da
carta.

Inspeção de qualidade a partir de folha de projeto


CEP: DEFINIÇÃO E HISTÓRIA

 Na II Guerra Mundial, as industrias militares


precisavam produzir mais e mais rápido.
 O departamento de defesa dos EUA financiou o
estudo do controle estatístico da qualidade:
. Avanço no estudo e aplicação da estatística
. CEQ procurava detectar defeitos através de
estudos
CEP: DEFINIÇÃO E HISTÓRIA

 O principal objetivo do Controle Estatístico do


Processo é monitorar o produto durante o
processo. Mais especificamente, é um sistema
de inspeção por amostragem que fornece uma
radiografia do processo, identifica sua
variabilidade e possibilita o seu controle ao
longo do tempo e sanando instabilidades
eventuais.
CEP: DEFINIÇÃO E HISTÓRIA

 Causas aleatórias
não provocam alterações significativas na
qualidade do produto
sua eliminação é antieconômica
constituem parte natural do processo de
fabricação

 Causas Identificáveis
variabilidade anormal
alterações significativas na qualidade do
produto
CEP: DEFINIÇÃO E HISTÓRIA
CEP: DEFINIÇÃO E HISTÓRIA
ATRIBUTOS E VARIÁVEIS

 VARIÁVEIS
Resultados numéricos baseados em medições.
Comprimento de um eixo
Tempo de espera em uma fila
Temperatura de funcionamento de uma câmara
Resistência elétrica
ATRIBUTOS E VARIÁVEIS

 ATRIBUTOS
Avaliação baseada numa classificação.
Cores
Maior ou menor
Ausência ou presença de erros