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Pós

GRADUAÇÃO
GESTÃO FINANCEIRA
2ª. Aula
Administração de custos e formação de preços
10/02/2007

Gestão inovadora da empresa gráfica


1 Custos na estrutura organizacional

Presidência

Diretoria Diretoria Diretoria

Comercial Financeira Industrial

Gerência Controladoria
Financeira

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA GRÁFICA – PÓS GRADUAÇÃO – GESTÃO INOVADORA DA EMPRESA GRÁFICA SENAI - SP
1 Custos na estrutura organizacional

Diretoria Financeira

Controladoria

Contabilidade Contabilidade Orçamento


Financeira de Custos

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1 Custos na estrutura organizacional

•A responsabilidade pelas atividades de custos depende do


porte das empresas e da cultura de informações com que
seus dirigentes trabalham.

•Costumeiramente empresas de médio e grande porte têm


uma área responsável por essas atividades dentro da
estrutura da Controladoria.

•Quando o negócio não suporta uma estrutura dedicada


exclusivamente à apuração de custos, algumas atividades
podem ser executadas pelo contador e, em muitos casos,
pelo proprietário (por exemplo, o cálculo de custos para
formação de preço de venda).

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2 Contabilidade financeira vs. gerencial

•Contabilidade Financeira visa à apuração de


relatórios (Balanço Patrimonial, Demonstrativo
de Resultados etc) de acordo com os princípios
fundamentais de contabilidade e com a legislação
vigente (fiscal, societária, etc).

•Esse conjunto de regras visa, sobretudo, a


padronização dos relatórios gerados pelas
empresas, independentemente do ramo de
atividade ou do porte, e, consequentemente, a
comparação de informações.

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2 Contabilidade financeira vs. gerencial
•Contabilidade Gerencial é regida pelas
necessidades dos usuários (em geral internos) no
processo de tomada de decisão empresarial.

•Não há um padrão a ser seguido.

•Duas empresas do mesmo porte e ramo de


atividade podem gerar conjuntos de informações
completamente diferentes, tanto no conteúdo
quanto na forma.
Entram em cena, o estilo gerencial de cada um, a
familiaridade com a análise de informações
estruturadas e a visão de negócio do
empreendedor.
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2 Contabilidade financeira vs. gerencial

•Enquanto a Contabilidade Financeira se


restringe à apresentação de indicadores
monetários, num sistema de informações
gerenciais outros indicadores são relevantes
para análise, por exemplo, quantidades
produzidas e vendidas, percentual de refugo
gerado no processo produtivo, duração do ciclo
de produção, prazo médio de estoques etc.

•A contabilidade de custos pode se inserir no


contexto da Contabilidade Financeira ou
Gerencial, dependendo dos objetivos do usuário,
conforme detalhado a seguir.

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3 Objetivos da apuração de custos

•Avaliação dos estoques de produtos em processo e


acabados (Balanço Patrimonial) e, consequentemente,
apuração dos custos dos produtos vendidos (demonstração
de resultados).

•Auxílio no processo de tomada de decisão empresarial,


gerando informação para:
- formação de preços de venda dos produtos ou serviços;
- descontinuidade de produtos não rentáveis ou incentivo
ao incremento de venda de produtos de alta
rentabilidade;
- produção interna vs. aquisição de terceiros de
componentes ou serviços;
- mudanças em processos produtivos, visando redução
de custos;
- etc.

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3 Objetivos da apuração de custos

•Auxílio no processo de planejamento operacional,


mediante a utilização de dados realizados no passado para
projeção de resultados futuros.

•Auxílio no processo de controle, gerando informações


que permitam comparações de custos:
- reais e predeterminados;

- do período corrente com o de períodos anteriores;

- de um centro de custo com outro.

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3 Objetivos da apuração de custos

Sistema de Informações Gerenciais

Contabilidade Contabilidade
Financeira Gerencial

Contabilidade Sistema
de Custos Orçamentário

•Fonte: Martins, Eliseu. Contabilidade de Custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003, pág. 22

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3 Objetivos da apuração de custos
•O arbitramento fiscal

A empresa que não tem um sistema estruturado para


avaliação dos estoques, não possui um “sistema integrado e
coordenado à contabilidade”, para efeito de apuração do
imposto de renda.

Os estoques são avaliados por critérios arbitrados pelo fisco:


•Produtos acabados – 70% do maior preço de venda no
período base;
•Produtos em processo – 56% do maior preço de venda
no período ou 1 ½ vez o maior custo das matérias-
primas adquiridas no período.

Como regra geral, esses critérios implicam antecipação do


imposto devido. É a penalidade que o fisco impõe à
empresa, pela inexistência de controles.
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4 Custo, Despesa, Perda e Investimento

Custos
•São os recursos aplicados na produção de bens ou
serviços.

•Exemplos:
- matéria-prima (ex: celulose, na fabricação do
papel, ou papel e tinta, na fabricação de livros);

- mão-de-obra da área industrial (tanto de


supervisão quanto aquela aplicada diretamente na
fabricação do produto);

- depreciação e manutenção de máquinas da


produção etc.

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4 Custo, Despesa e Perda

Despesas
•São os recursos consumidos para a obtenção de receitas.

•Exemplos: salários dos funcionários das áreas


administrativas e comerciais, materiais de escritório,
transporte dos produtos vendidos.

•O “custo dos produtos vendidos” cuja denominação não é


tecnicamente correta (mas a prática assim a consagrou),
também se caracteriza como despesa, dado que consiste
no montante necessário para a obtenção da respectiva
receita.

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4 Custo, Despesa, Perda e Investimento

•Na prática, há alguns elementos cuja classificação em


custo ou despesa não é tão objetiva quanto esperaríamos
que fosse.

•Por exemplo, os gastos do departamento médico, que


atendem a funcionários administrativos e de produção,
podem ser classificados como despesas administrativas
integralmente ou compor os custos de produção.

•Nestes casos, a relevância do item é fator preponderante


para a decisão quanto ao tratamento a ser dado.

•Uma vez adotado um critério, deve haver constância na


sua aplicação, de forma a permitir a comparação dos
dados gerados em períodos distintos.

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4 Custo, Despesa, Perda e Investimento

Perda
•Consiste no consumo anormal e involuntário de bens ou
serviços, sem a correspondente obtenção de receita.

• Exemplos: danos causados por inundações, incêndios,


paralisações por motivos de greve etc.

•Os valores referentes às perdas são registrados


diretamente no resultado do período, não compondo,
portanto, o custo de produção.

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4 Custo, Despesa, Perda e Investimento

Investimento
•É todo o gasto em bens mantidos no ativo, visando a
geração de benefícios em períodos futuros.

• Exemplos: estoques de materiais, aquisição de máquina,


gastos pré-operacionais.

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5 Custos: período, produto acabado e vendido

•Custos do período
São todos aqueles aplicados na produção do período (em
geral, mês), independentemente do estágio de acabamento
do produto ou de sua destinação (estoque ou venda).

•Custo dos produtos acabados


É composto pelo somatório de todos os elementos
necessários à obtenção do produto, independentemente do
ciclo de produção ser superior a um período. Assim,
produtos iniciados em períodos anteriores, cujos custos se
caracterizavam como de produção em processo, são
agregados ao equivalente custo do período de finalização
do processo produtivo, para apuração do custo total.

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5 Custos: período, produto acabado e vendido

•Custo dos produtos vendidos


É composto pela soma de todos os custos incorridos na sua
produção, que pode ter ocorrido no próprio período ou em
um ou mais períodos precedentes.

Os custos de um produto que passa por todos os estágios


pode ser, graficamente, ser assim representado:

Balanço
Custo de Demonstrativo
produção Resultado
em processo
Custo de Custo do
produção do produto
período Custo de vendido
produto
acabado

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6 Elementos dos custos de produção

•Materiais Diretos
Matéria-prima e materiais de embalagem

Incorporam o valor dos materiais, além do custo de


aquisição, todos os gastos necessários para sua colocação
em condição de uso ou venda (no caso da empresa
comercial), como: fretes, armazenagem, tarifas
alfandegárias, imposto de importação etc.

Os impostos incidentes nas compras (IPI e ICMS), desde


que recuperáveis, devem ser excluídos do custo dos
materiais, visto que a empresa, nestes casos, é mera
intermediária entre o órgão arrecadador e o consumidor
final. O imposto pago na aquisição do material é
descontado do imposto cobrado na venda do produto.

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6 Elementos dos custos de produção
•Materiais Diretos
Os estoque de materiais (e também de produtos acabados)
podem ser avaliados pelos seguintes critérios:

•PEPS (ou FIFO) – Primeiro que Entra, Primeiro que Sai


•Custo Médio
•UEPS (ou LIFO) – Último que Entra, Primeiro que Sai

Legislação do Imposto de Renda não permite o uso do


UEPS. Em épocas de aumento de preços, esse critério
resulta em redução do lucro (e consequente postergação
do IR).

A maioria das empresas adota o Custo Médio.

UEPS é o que mais se “aproxima” do custo de reposição,


indicado para efeitos gerenciais.
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6 Elementos dos custos de produção
•Mão-de-obra Direta
“...é aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente
sobre o produto em elaboração, sendo possível a
averiguação de qual o tempo despendido e de quem
executou o trabalho, sem necessidade de qualquer
apropriação indireta ou rateio. Se houver qualquer tipo de
alocação por meio de estimativa ou divisões proporcionais,
desaparece a característica de ‘direta’.” (Martins, Eliseu.
Contabilidade de Custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003, pág. 133)

Supervisores e gerentes de produção não são classificados


como mão-de-obra direta quando atuam em mais de um
produto.

Além da remuneração contratual, integram o custo de


mão-de-obra direta: encargos sociais, horas extras, férias,
13º. Salário e outros benefícios concedidos pela empresa.
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6 Elementos dos custos de produção
• Custos indiretos de fabricação
São constituídos por todos os outros custos incorridos na
produção e que não são classificados como materiais
diretos ou mão-de-obra direta.

Dentre os mais relevantes destacamos:


•Depreciação de máquinas, equipamentos e instalações
industriais
•Aluguéis
•Energia elétrica
•Manutenção
•Materiais auxiliares de produção
•Mão-de-obra indireta (supervisão e gerência)
•Combustíveis

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7 Custos Variáveis vs. Fixos
• Custos Variáveis
São proporcionais às quantidades produzidas no período;
logo, quanto maior o volume de produção, maior é o custo
variável total.

Unitariamente, os custos variáveis não oscilam em função


do volume produzido.

Exemplos:
•Matéria-prima
•Embalagem
•Materiais secundários de produção
•Energia elétrica (ao menos uma parte)

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7 Custos Variáveis vs. Fixos
• Custos Fixos
Independem das quantidades produzidas no período.

Quanto maior o volume de produção, menor é o custo


unitário dos produtos, dado que há mais absorção dos
custos fixos.

Exemplos:
•Aluguéis
•Mão-de-obra indireta
•Depreciação

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8 Custos Diretos vs. Indiretos
• Custos Diretos
São identificados aos produtos sem necessidade de rateio.

• Custos Indiretos
Requerem alguma base de rateio para serem distribuídos
aos produtos.

Todo critério de rateio caracteriza-se, em maior ou menor


grau, pela subjetividade e arbitrariedade.

Dependendo dos critérios adotados, os resultados apurados


por produto podem oscilar, dificultando avaliações de
desempenho.

Uma vez adotado um critério, com todas as imperfeições


inerentes ao rateio, não deve alterado rapidamente, a fim
de se manter a comparação das informações ao longo do
tempo.
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9 Centros de custos e de lucros
• Centro de Custo
“É a menor fração de atividade ou área de responsabilidade
para a qual é feita a acumulação de custos”. (Horngren,
Contabilidade de Custos, um enfoque administrativo)

O estabelecimento de centros de custos é um meio e não


um objetivo pra a apuração dos custos.

O centro de custo pode ou não corresponder a um


componente da estrutura organizacional (departamento,
seção, setor etc.)

• Centro de Lucro
Acumula-se as receitas , além dos custos, o que permite a
apuração do resultado (lucro ou prejuízo).

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10 Sistemas por Ordem e Processo
• Sistema de Acumulação de Custos por Ordem
Os custos são acumulados por lotes de produção, em
produção por encomenda ou de projetos especiais.

Aplica-se em grande parte das empresas do segmento


gráfico

• Sistema de Acumulação por Processo


Adequado a processos de produção contínua de produtos
uniformes, em geral de grandes volumes e com
permanente geração de estoque de produtos acabados.

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11 Custeios por Absorção e Variável
• Método de Custeio por Absorção
São considerados todos os custos de produção: fixos e
variáveis.

É o único método admitido pela legislação fiscal (para


apuração do Imposto de Renda) e pela Lei das S.A.

• RKW (Reichskuratorium fur Wirtschaftlichtkeit)


Método originado na Alemanha para controle
governamental dos preços, no início do século XX.

Além dos custos são somadas as despesas para


valorização dos produtos.

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11 Custeios por Absorção e Variável
• Método de Custeio por Absorção

Despesas Custos

Estoque
de
Produtos Demonstração de Resultados
Receita

Venda CPV
Lucro Bruto
Despesas
Lucro Operacional

•Fonte: Martins, Eliseu. Contabilidade de Custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003, pág. 37

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12 Margem de contribuição

Receitas de venda
(-)
Custos variáveis de produção
(-)
Despesas variáveis de venda
=
Margem de contribuição

Significa o valor que contribuirá para absorver os


custos fixos, portanto, se:
MC > custos fixos = Lucro
MC < custos fixos = Prejuízo

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13 Ponto de Equilíbrio (Break-even Point)

No ponto de equilíbrio,

Receitas = Custos + Despesas Totais

Para apurar o PE em quantidade, faz-se:

Custos + Despesas Fixas


PE =
Margem de contribuição unitária

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14 Margem de Segurança

É a quantidade de vendas acima do ponto de equilíbrio

Para obter em % s cálculos são os seguintes:

Qtdd vendida – Qtdd no PE


PE =
Qtdd no PE

Receita Realizada – Receita no PE


PE =
Receita Realizada

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