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‡Introdução;
‡Composição de ácidos graxos depositados na carne;
‡Composição de ácidos graxos secretados no leite;
‡Biohidrogenação ruminal e síntese de CLA;
‡Ácidos graxos trans;
‡Depressão da síntese de gordura do leite e a síntese de CLA;
‡Uso do CLA T-10, C-12 como uma ferramenta de manejo para reduzir o
balanço energético negativo;
‡Efeito da suplementação de gordura sobre a reprodução em bovinos;
‡Possíveis meios pelos quais a gordura da dieta influencia o desempenho
reprodutivo:
[Efeito sobre o status energético; esteroidogênese; secreção de LH e
desenvolvimento folicular; secreção de PGF2 .
‡Conclusões.
ð !

‡ Técnicas de análise de gordura;

‡ Ácidos graxos com efeitos benéficos à saúde: Ácidos

graxos poli-insaturados;

‡ Ácidos graxos conjugados ± CLAs;

‡ Ômega 3 e CLAs: Propriedades de modificar o

metabolismo de alguns tecidos;

‡ Pesquisas: modificar o perfil de ácidos graxos da carne e

do leite.

 ! " #   

Lipídios da carne:

‡ 80-90% triglicerídeos;

‡ até 20% fosfolipídios;

‡ < 3% éster de colesterol e ácidos graxos não esterificados.

´ Tecido adiposo: ácidos graxos saturados e monoinsaturados



 ! " #   

‡ Origem dos ácidos graxos depositados nos tecidos:


Síntese de novo e circulação sanguínea

‡ Lipogênese:

Ácido Ácido Ácido


palmítico esteárico oléico
(C16:0) (C18:0) (C18:1)

‡ Ácidos graxos da dieta



 ! " #
  

Tabela 1: Composição dos principais ácidos graxos em vários depósitos


lipídicos em bovinos
Ácido graxo (g/100g)
Depósito C16:0 C18:0 C18:1 C18:2
Subcutâneo 25-28 10-14 38-52 2-3
Perirenal 25-31 18-26 34-36 2-4
Intramuscular 24-27 13-14 38-47 3-4

 ! " #   

Èodificar o perfil de ácidos graxos da carne: aumentar o consumo


de ácidos graxos poli-insaturados

Fatores que interferem: músculo amostrado, raça, tempo de consumo


de ácidos graxos n-3, quantidade consumida diariamente, tipo da
fonte de lipídio da dieta e se tem proteção contra biohidrogenação.
(Kronberg et al., 2006)

 ! " #   

Lipídios do leite:
‡ 97-98% triglicerídeos;

‡ 3-2% fosfolipídios e esteróis.

Fontes de Lipídios do leite:

‡ Gordura da dieta;

‡ Èobilização de triglicerídeos do tecido adiposo;

‡ Síntese própria;

 ! " #   

Lipídios do leite:

‡ Síntese de novo: C4-10 e 50% dos C12-16;

‡ Circulação sanguínea: > C:18 e 50% dos C12-16;


(Demeyer & Doreau, 1999)

Acetato ACC Èalonil CoA + acetil CoA FAS


Síntese de C4
novo 3-hidroxibutirato ACC Butiril CoA + acetil CoA FAS C10

 ! " #   

Glândula mamária:

‡ Não converte C16 e C18 através da elongação da cadeia;

‡ Alta atividade da delta-9 dessaturase ± ácido esteárico em ácido oléico;

‡ Ácidos graxos pré-formados: ácidos graxos não esterificados e


lipoproteínas ricas em trigliceríreos;

‡ Ácidos graxos não esterificados: concentração sanguínea ±


mobilização de reservas corporais.

‡ Lipoproteínas: alta concentração de enzima lipoproteína lipase na


glândula mamária em lactação.

 ! " #   

‡ Perfil da gordura do leite varia em função das fontes de ácidos graxos da


glândula mamária;

‡ A mobilização de reservas corporais é importante no início da lactação;

‡ A absorção de lipídios da dieta sofre influência do processo de


biohidrogenação ruminal;

‡ A síntese de novo sofre influência da dieta e de fatores metabólicos do


rúmen.
4  !
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Ácido linoléico -Ácido linolênico
Isomerização cis-9, cis-12, cis-15 18:3

cis-9, trans-11 18:2


cis-9, trans-11, cis-15 18:3 cis-9, trans-13, cis-15 18:3

Redução

cis-9, trans-11 18:2 trans-11, cis-1518:2 cis-9, trans-13, 18:2 trans-13, cis-1518:2

Redução

trans-11, 18:1 trans-13, 18:1


C18:0

Rúmen
trans-11, 18:1 Èetabolismo Endógeno
C18:0 trans-13, 18:1

9-Desaturase

cis-9, trans-11, 18:2 cis-9 18:1 cis-9, trans-13 18:2


4  !
  |

‡ Origens do CLA do leite e da carne: hidrogenação parcial do ácido


linoléico no rúmen e síntese endógena no tecido adiposo e glândula
mamária;

‡ Síntese endógena de CLA: 80% do CLA do leite;

‡ Humanos e bovinos: sintetizam CLA a partir de ácido vaccênico;

‡ Aumento de CLA no leite - estratégias de alimentação: aumento


de CLA e ácido vaccênico no rúmen;

‡ Fatores que afetam a extensão da biohidrogenação: pH ruminal,


quantidade e a fonte de gordura, tipo e a proporção de forragem na
dieta, presença de ionóforos e a forma de proteção dos lipídios da
dieta.
K #

‡ Efeitos dos ácidos graxos trans: doenças cardiovasculares, lipídios


sanguíneos, inflamação, estresse oxidativo, saúde endotelial, peso
corporal, sensibilidade à insulina e câncer.

‡ Nos animais 80-90% dos ácidos graxos trans são formados por
C18:1t;
K #

‡ No processo industrial a configuração trans tem uma distribuição entre


os carbonos 5 e 16 com predomínio na posição 9 ± ácido eláidico;

‡ Bactérias ruminais têm preferência pela posição 11 dos ácidos graxos


de 18 C ± ácido vaccênico;

‡ Ácido vaccênico representa 40-70% do total de C18:1t;

‡ Processo industrial: ácidos graxos trans compõem 10-40% do total de


ácidos graxos;

‡ Produtos originários de ruminantes: ácidos graxos trans compõem 3-


8% do total de ácidos graxos;
K #

Tabela 2: Estudo epidemiológico da ingestão de ácidos graxos trans e o risco de


doenças cardiovasculares (DCV)
Origem dos ácidos graxos trans
Autor Sexo Idade Casos Total Industrial Ruminantes
(anos) (DCV)
Willet et al. F - 346 Ĺ Ĺ ĻNS
(1993)
Ascherio et al. F e È >76 239 Ĺ Ĺ ĺ
(1994)
Pietinen et al. È 50-69 635 Ĺ Ĺ Ļ
(1997)
Oomen et al. È 64-84 98 Ĺ ĹNS ĹNS
(2001)

NS: não significativo; Ĺ associação positiva; Ļ associação negativa; ĺ sem


associação. Adaptada de Jakobsen et al. (2006)
K #

[ $    %&'(()*

‡ Consumo diário de 5 g de ácidos graxos trans provenientes do


processo industrial: aumento de 29% no risco de doenças
cardíacas;

‡ Consumo diário de 4 g de ácidos graxos trans de origem animal:


sem relação com o risco de doenças cardíacas.
K #

[ |
  + |  
|  


‡ Limitar o consumo de ácidos graxos trans em menos de 2% do


consumo diário de energia;

‡ Ácidos graxos saturados limitados em menos de 10% da energia


consumida.

‡ Deve haver uma distinção entre as diferentes gorduras trans.


!      

‡ CLA trans-10, cis 12 potente inibidor da síntese de gordura

‡ Síndrome da depressão da gordura do leite

‡ Duas condições induzida pela dieta

‡ Adição de ácidos graxos poliinsaturados


!      

‡ Èudanças na atividade do rúmen devido altos teores de


concentrado

‡ Baixo teor de fibra na dieta favorecendo o desenvolvimento de


Èegasphaera elsdenii
Esquema de desvio da rota da biohidrogenação do ácido
linoléico com formação do CLA trans-10, cis12
Ácido linoléico
(C18:2 cis-9, cis-12)
Ácido linoléico conjugado
(C18:2 cis-12, trans-10)
Ácido linoléico conjugado
(C18:2 cis-9, trans-11)

C18:1 trans -10


Ácido vaccênico
(C18:1 trans-11)

Ácido esteárico Ácido esteárico


(C18:0) (18:0)

Adaptado de Griinari e Bauman, 1999


Uso do CLA T-10, C-12 como uma ferramenta de manejo
para reduzir o BEN

‡ 4 
‡ 
     
   
 
‡       
‡           !
" #  4 
Kay et al. (2007)

‡ 50g dia de CLA na dieta de vacas a campo

‡ Èelhora o BE

‡ da síntese de gordura
  !

‡ Ácidos graxos poliinsaturados

‡ Caminhos biossintéticos

‡ Sínteses de prostaglandinas

‡ Esteroidogênese

‡ Èembranas do oócito

Fonte da imagem: www.reproduction.com


  !

‡ Ĺ Capacidade funcional do ovário

‡ Ĺ Crescimento folicular

‡ Ĺ Vida útil do Corpo Lúteo

‡ Ĺ [P4]

‡ Ĺ Sobrevivência embrionária
,%Esquema da formação das prostaglandinas
apartir de ácidos graxos poliinsaturados
n-6 n-3

D-gamma linolênico Ácido araquidônico Ácido eicosapentaenóico


20:3 20:4 20:5

1-series PG
2-series PG
PGE1, PGF1 3-series PG
PGE2, PGF2
PGE3, PGF3

‡ ð !

‡ Ácido alfa linolênico e ǻ6 desaturase

‡ Enzima ciclooxigenase

Adaptado de Wathes et al. (2007)


 '. Possíveis mecanismos de ação dos ácidos graxos
poliinsaturados para melhorar as taxas de concepção de
vacas em lactação
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-     
  
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Corpo
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lúteo
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Fonte: Staples et al. (1998)


!  


‡ O efeito da adição de CLA na dieta melhorou o BE de vacas

‡ Adição de ácidos graxos tem impacto em diversos aspectos da


reprodução fornecendo energia e modulando a produção e
secreção de hormônios
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